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Uma pontinha de inveja ou de saudades parvas, eis a questão

Um pouco por todo o lado já se ouve falar do início das aulas, do material escolar, dos transportes públicos a usar, das novas turmas, dos novos horários, das novas vidas. Este ano não tenho de pensar em nada disto, o que me desperta, no mínimo, uma sensação estranha, muito estranha.

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A dor tem o tamanho da importância que lhe damos.

Da lástima em que fico quando penso que também já fui assim

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As crianças e as pessoas que não estão no seu ciclo de encontros diários são uma combinação explosiva. Até dói quando assistimos a ela, ou não fosse o ambiente natural para os miúdos se exibirem e darem a conhecer o nome de cada um dos seus brinquedos, o número de golos marcados durante um jogo de futebol entre indivíduos (menores) de diferentes sexos, a morada dos seus amigos e todos aqueles pormenores extremamente importantes das suas vidas. E acreditem que tudo isto só se torna realmente doloroso quando acontece de 24 em 24 horas com o inquilino mais novo de nossa casa!

Constatação dos últimos tempos

Os homens do tasco são uma espécie deveras irritante e com as técnicas de engate mais estranhas do mundo.

De um lugar onde as pessoas se cansam de andar em cima dos próprios pés

Depois de ter passado o fim-de-semana a trabalhar 14 horas por dia, o meu corpo quase que se lembra de ter sido atropelado por um camião e em muito sente as dores de um inexistente treino intensivo de ginásio. Em poucas palavras, nunca na minha vida me fartei tanto de ver comida à frente, de lavar pratos e de servir pessoas. Claro está que posso estar descansada, pois daqui a umas horas o cenário se repetirá. Cada um tem aquilo que escolhe!

Do meu primeiro emprego

Talvez o facto de eu não me ter sentido de férias nestas duas últimas semanas tenha sido genuinamente preventivo, dado que, pelo que consta, já encontrei o meu primeiro emprego. Para dizer a verdade, não o esperava tão cedo, principalmente porque não fui eu a procurá-lo, mas sim o patriarca cá de casa. Mesmo assim, as expectativas são altas, embora tenha a noção de que me vai custar bastante perder os fins-de-semana. Espero ser capaz de dar conta do recado e que todo o esforço seja recompensado!

Em meia dose de férias

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Isto de procurar trabalho é uma tarefa árdua, mesmo que seja para me candidatar a um part-time. Parece que este desejo necessário de me tornar uma pessoa responsável me vai fazendo sentir como alguém que não está de férias. Espero conseguir mudar tal facto nas próximas semanas, até porque já fiz quase tudo aquilo que podia e só me resta esperar pelas respostas. Não posso esquecer que, apesar dos 18 anos (como se eles significassem tanto assim), ainda mantenho uma adolescente dentro de mim.

Das coisas que eu preferia não saber

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A desilusão tem um tamanho assustador.

Dos meus melhores dias (ou talvez não)

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Sempre ouvi dizer que magoamos as pessoas que amamos. Contudo, o contrário, ou seja, que alguém que nos ama nos magoe, tornava-se uma realidade demasiado improvável, pelos menos diante de uma pessoa tão crédula quanto eu.
Experiências recentes têm me levado a concluir que nem tudo é um mar de rosas, ou na pior das hipóteses, um mar de pampilos. Não existem pessoas minimamente perfeitas e poucos serão aqueles em que poderemos confiar. Diante disso, o aceitável seria que os seus fins justificassem os meios e não que os seus meios fossem independentes dos fins.
Alimentamos relações durante uma vida inteira, defendemos gente perante aqueles que nos são mais próximos, mas na primeira oportunidade somos atraiçoados. Não se importam com aquilo que possivelmente poderemos sentir, com as consequências adjacentes aos seus actos, nem mesmo até com o que os outros poderão pensar. O essencial é manter um orgulho ferido, alimentado com planos mesquinhas, ratoeiras cruéis e atitudes impensáveis, não…

Quando a solução não é tão simples quanto parece

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Domingo, 7 de Agosto de 2011, 23h56.

Eu sempre tive um plano, independentemente do facto deste dar ou não certo, eu sempre tive um plano. No entanto, pela primeira vez na minha vida (pelo menos no que remete para a parte em que me lembro de ser gente que sabe tomar decisões) não tenho.
Sinto-me a ser maltratada pelo que resta do meu subconsciente, a cada segundo que passa, e revejo-me perfeitamente num gato a quem acabaram de cortar os bigodes. É como um daqueles clichés em que existem mil e uma direcções, embora eu não saiba qual escolher. Talvez por cobardia, ou medo, ou estupidez, quem sabe. O que me parece é que os meus voos se foram tornando gradualmente mais baixos e qualquer escada de dois metros aparenta ser demasiado alta.
E o que é que eu, gentilmente, faço a este respeito? Espero os primeiros minutos de uma Segunda-Feira, sentada nos degraus da cozinha, a olhar de forma nostálgica - e bastante deprimente, diria até - o céu, que por acaso está magnificamente bonito e, no ent…

Momentos em que duvido da minha bondade

Todas as noites em que volto sozinha para casa, há um poste no qual se apaga a luz no exacto momento em que passo. E eu, que até nem costumo acreditar nas forças do submundo, começo a achar que o universo conspira silenciosamente contra mim, assim, em jeito de brincadeira. Devo ser uma pessoa deveras má (para que conste)!

(Nem) Toda a gente mente no currículo(?)

Nunca pensei que acabar o meu currículo fosse uma tarefa tão árdua, principalmente tendo em conta a parte na qual tenho de falar sobre as experiências profissionais (que, no auge dos meus 18 anos, são algo de fantástico, diria eu). Digamos que é necessária uma certa dose de imaginação para o fazer (não para mentir, porque não quero utilizar esse tipo de métodos, mas para mencionar, de forma bonita, a minha - tão pouco vasta - lista de actividades), de maneira a que isto é algo que eu dispensava com uma grande facilidade. Ele há coisas do diabo!

Já começo a ter uma vida de gente grande

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Depois de umas férias dignas de uma adolescente desequilibrada, considero que esteja mais do que na altura de ganhar juízo e assumir a vida de gente crescida. Claro está que me custa abandonar esta minha existência desprovida de grandes responsabilidades, mas também não ficaria lá muito bem na onda do PeterPan, pelo que o melhor é julgar pelo seguro e ir ao encontro do futuro antes que ele me apanhe de surpresa.
Dado o facto de (por opção) ter de parar um ano para subir notas (e para decidir aquilo que quero, na verdade), comecei hoje a minha procura por um emprego, que espero que dê frutos em breve, ou não fosse o dinheiro mais do que útil nos tempos da universidade. Além disso, inscrevi-me no curso de socorrismo na Cruz Vermelha Portuguesa (o que me valeu um grande orgasmo de entusiasmo), que pelos vistos começarei em meados de Setembro.
E é assim, por entre um cenário repleto de novidades, que me dou conta que já estou uma menina grande, ou pelo menos o começo a achar. No final de c…
Às vezes não precisamos de desistir daquilo que queremos, basta pararmos de lutar (por uns tempos).

Dos inconvenientes

E, ao que parece, o calor das nossas noites já se faz sentir no humor dos vizinhos. Tudo isto, porque poucos de nós sabem o que é viver em algo com mais de dois andares.

Das minhas (quase) férias

Se há coisa que me desperta a futilidade é o facto de eu ter de preparar malas. Vai-se lá saber porquê, mas ele é roupas que definitivamente preciso, objectos para qualquer eventualidade e coisas das quais eu já nem me lembrava ter em posse. Torna-se demasiado complicado escolher algo cujo uso apenas dependerá do meu instinto diário, ou não fosse eu adepta da desorganização e da filosofia do “é aquilo que calhar”. Tudo isto para dizer que uma mala que, aparentemente, parecia gigante, já tomou proporções demasiado reduzidas para o meu gosto e para a minha atitude (pouco) prática.

Um conceito de vida intelectualmente agitada

Pelos dias que correm, uma vida intelectualmente agitada, pelo menos para estes lados, é sinónimo de noitadas por entre filmes, séries e seus afins; conversas com pessoas que não decoraram aquilo que tinham para dizer, tal como acontecia nos tempos de aulas; e memórias que apenas se baseiam em saber o que fiz, sem que tal esteja associado a um rígido horário, onde não fosse eu intolerante a este tipo de imposições da sociedade. Pois bem, provavelmente, seria uma boa altura para mudar a coisa e começar a estudar para os exames da segunda fase!

Benditos aqueles que sabem tomar decisões

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As decisões de maior importância são aquelas que mais me transtornam, dada a dificuldade que tenho em tomá-las. Sobretudo na fase em que habitam na minha mão todos os sonhos do mundo, por vezes incertos e distorcidos, é certo, mas para os quais conheço o caminho. No entanto, nem sempre o facto de ter a noção do trajecto me permite chegar ao destino desejado, porque coexistem ainda mil e uma outras opções para o percurso. Assim, seria oportuno questionar-me do porquê da existência de uma dificuldade, se possuo cartas, truques e triunfos, mas, no entanto, tal se torna inútil quando me apercebo das consequências de cada acto. E é aí que vive o bicho-de-sete-cabeças. Não é trabalhoso dizer “sim, eu vou fazer isto” ou “não, não vou fazer aquilo”, mas sim medir os prós e os contras daquilo que poderá ser feito.
A fraqueza da espera, do “depois eu penso nisso” e do refúgio nas futilidades do dia-a-dia, é algo geneticamente universal, que me corre no sangue naturalmente, ou não fosse o mapa d…

A arte de improvisar

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O improviso é a arte de uma vida que merece ser contada. Não importa o que os outros possam dizer diante de comportamentos menos apropriados, dado que agarramos o dia da forma que desenhamos, ou não fosse ele nosso. Não importam os gestos que ficaram pelo caminho, mas sim os que existiram para dizer que tudo valeu a pena. Não importam os planos secundários, quando o cenário é concretizado por aqueles que merecem lá estar.

Monólogos de uma mente ensonada

Adoro deitar-me só quando o dia nasce. São luxos que ficarão a faltar quando eu assumir a minha vida de gente crescida.