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A mostrar mensagens de Abril, 2011

Dramas (quase) graves

Como quem não queria a coisa, loja a loja fui explorando, expirando as preocupações típicas de quem está às portas de fazer quatro exames nacionais (sim, eu sou extremamente crente) e parti à conquista do vestido perfeito para um baile que se afirma como sendo de finalistas. Contrariando as expectativas mais pessimistas, lá consegui encontrar algo que seria o ideal se não se aproximasse dos cento e quarenta euros. Creio que esta gente do comércio anda ligeiramente à sombra se falarmos das escaldantes condições económicas do país!

Benditos os que nasceram a tempo

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Gostava de ter participado na revolução de 25 de Abril de 1974, ou de ao menos ter existido ao ponto de saber que vivi uma época na qual se moveram mundos e fundos em busca de sonhos e ambições. Talvez pelo facto de ser excessivamente respondona e de esse ter sido um movimento onde qualquer pessoa poderia demonstrar a sua opinião. Talvez porque algo assim animou a vida de um indivíduo como tantos outros na sociedade daqueles tempos.
Valeram-nos alguns para que hoje possamos ter blogues e os demais meios de comunicação sem que a PIDE tudo controle. Contudo, e não contradizendo o fascínio que esta mudança me desperta, do que mais me orgulho são os direitos conquistados pelas mulheres. Benditas sejam por eu poder hoje viajar sem autorização do meu pai, poder votar e poder sair à rua de cabeça levantada dizendo aquilo que bem entender. Se assim não fosse, a depressão, a urticária e seus afins poderiam ser uma realidade para quem, quando fala, pouco diz de aprovável.
Claro está que nem tudo…

Uma Páscoa com companhia

O meu instinto diz-me que as amêndoas sabem melhor quando não vêm com tanta abundância.



Bendita Páscoa que já se foi!

Dos Amigos Estranhos

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Todos temos um(a) amigo(a) com espírito revolucionário que consegue despertar em nós um lado violento no decorrer da mais simples conversa, desde que esta envolva qualquer tipo de tema político, claro está! Como tem vindo a fugir para o hábito, eu não sou a excepção à regra, tal a convivência com uma jovem adolescente que não tem mãos a medir no que respeita ao conhecimento das ideias de cada partido e das medidas tomadas pelo governo, e à demonstração dos seus pontos de vista perante quem a rodeia, como se estes se tratassem de alguém que as pode colocar em prática. É algo que tanto tem de extraordinário como de sobrenatural, garanto-vos!
Pois bem, nestes últimos tempos da minha vida que são os primeiros da maioridade, tem-me sido apelado por ela um voto consciente que, como é óbvio, resultará da assistência a debates e seus parasitas, desde o momento presente. Escusado será dizer que, com muita lástima minha, o meu nível de interesse por esta espécie de assuntos atinge uma fasquia d…

Numa só palavra: um estado lastimável

Primeiro a ponta do dedo, depois o calcanhar, vagarosamente, não vá a coisa correr mal. Primeiro o pé esquerdo, depois o direito, e muito lentamente em jeito de quem experimenta. Sem dar um passo maior do que a própria perna, é assim que se encontra uma solução. Tudo isto para me conseguir transportar até à divisão mais próxima, ou não tivesse eu encarnado a personagem de chica-esperta no ginásio!

Desafio (14)

Pois bem, dizem-me os ventos que fui tageadapela Jéssica, a quem, desde já, agradeço. Assim, é com muito prazer que respondo a este desafio, cujos objectivos são:

1) Identificar quem me tageou. Feito!

2) Identificar 10 coisas que adore:

-Família. Embora por vezes sejam extremamente chatos, controladores e possuidores de exageradas preocupações, conseguem ser uma das melhores bases da minha vida.

-Amigos. São um suporte fundamental para tudo o que está relacionado comigo, inclusive com o blogue, dado que alguns deles o lêem assiduamente, aos quais agradeço com muita sinceridade. O que seria de mim sem eles?

-Escrever. Quando o faço entro num mundo só meu, o que me permite conhecer-me melhor a mim mesma e ver o que me rodeia de uma outra forma. Este simples acto influenciou, desde cedo, a minha vida e estou certa de que nela haverá de ficar até ao fim dos meus dias.

-Ciências. É através delas que vou saciando as minhas curiosidades e percebendo como funciona cada pedacinho deste mundo pa…
Dizer o que se sente não é fácil, mas é agradável ouvi-lo depois de ver nos olhos de alguém que a sinceridade respira por entre as correrias perpetuadas nas veias.

O FMI visto por quem não percebe nada do assunto

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São agora descobertos os novos heróis, dizendo ser os bons da fita e lançando nas bocas do povo a boa-nova. Esta, por sua vez, baseia-se fundamentalmente nos tesouros infelizes escondidos por entre as dívidas do governo e de um primeiro-ministro que se vê, assim, atacado por lados que nem sabia que existiam. Desde os partidos que fazem as manchetes dos jornais e noticiários até aos mais recentemente formados, todos aproveitam para fazer campanha e ter os seus breves minutos de fama e protagonismo.
E é no meio dos sonhos adiados para daqui a três anos que ficam aqueles que lutam diariamente, fazendo das lástimas e reclamações as armas que apelam à democracia e que tanto os ajudam a assumir algo que se assemelhe a uma posição nesta tão apreciável sociedade. Talvez um dia consigam novos meios para novas batalhas, ou talvez não…
O futuro será um palco cujas personagens se farão mover pelas regras impostas por um simples Fundo Monetário Internacional, onde de pouco valerão os protagonismo…

O melhor de qualquer percurso lectivo

Eu, que até nem sou uma pessoa muito dada às auto-avaliações (e seus afins) das diferentes disciplinas, hoje até as fiz de bom grado, como que em jeito de despachar algo que teria de ser feito de qualquer das maneiras. Os diálogos com os professores foram também deveras fascinantes, ao ponto de terminarem muito antes do nascer do toque da campainha, o que me contentou, claro está! Até mesmo os passos dados para a mudança de sala foram das melhores coisas do mundo, pelo simples facto de serem os últimos dos próximos tempos. É caso para dizer: venham de lá essas férias!

#16 LETTER TO SOMEONE THAT'S NOT IN YOUR CITY OR COUNTRY

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Foi graças a um intercâmbio que te conheci. É certo que o meu inglês da altura não favoreceu muito a comunicação entre nós, mas o tempo ajudou, ou não tivesse sido ele crucial para que nos passássemos a entender por outros meios, desta feita longe de serem linguísticos.
A primeira semana deste projecto foi passada no teu país, a Holanda. Confesso que nos primeiros tempos me senti um pouco excluída, embora toda a tua família me tenha acolhido de uma forma extraordinária. Mas, com o mover dos ponteiros do relógio, tudo isto passou e tive a oportunidade de não só conhecer o teu país, mas também a tua família e tudo aquilo que a ti estava relacionado. É caso para dizer que a vergonha se dissipou por entre as necessidades e as curiosidades características do estágio numa família diferente da minha.
Alguns meses passaram e foste tu quem veio cá. Claro está que tenho a perfeita noção de que te sentiste da mesma maneira que eu me senti quando estive nesse papel, mas espero estar certa ao afir…

Nas asas de um sonho

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Sou uma espécie de jornalista improvisada, cuja noção daquilo que está a fazer é ainda muito básica. Ou, pelo menos, assim consta no meu pensamento a partir de agora. Talvez pela mania de sonhar alto, quem sabe…
Dias depois, o senhor do jornal falou hoje comigo e deu-me permissão para começar a trabalhar em algo que se assemelhe a uma entrevista, cujo entrevistado ainda nem sabe da minha existência e (quase) vice-versa; e um texto sobre uma festa de solidariedade. Ambos me parecem muito bons, em jeito de começo.
É certo que, há já há algum tempo, o entusiasmo avassalador em prol de algo é escasso por estas bandas, o que me leva a crer que estou com uma síndrome para levar isto a sério, que é como quem diz, dando o meu melhor. Provavelmente, os sonhos têm de acontecer assim!

E creio que já falei demais sobre este assunto hoje. Os meus amigos que o digam!

Da capital e arredores

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Estes últimos dias têm sido passados por entre viagens de autocarro, almoços e jantares num sítio qualquer que possa aparecer pelo caminho, condições estranhamente más de uma pousada da juventude, sono até dizer mais não, divertimento e pessoas sem fim e lugares que toda a gente sabe que existem mas alguns aos quais eu ainda não tinha ido.
Tudo começou por Lisboa, no Pavilhão do Conhecimento, que nem de mais nem de menos interesse, lá nos deu entretenimento por breves horas.

Posteriormente, e talvez o mais aguardado de tudo isto, o Estádio da Luz foi o destino. Respirava paixão e grandiosidade ao ponto de despertar em mim, que até nem evoco um amor extraordinariamente grande pelo futebol, uma enorme vontade de estar ali, perante uma multidão vibrante com um jogo (o que não se veio a verificar, dado que não éramos tantos assim, nem tão pouco se avistava um pedaço de gente com ares de quem sabe usar uma bola).
Próxima a hora da vinda, e bendito sejas ó Saramago, o Convento de Mafra restou…