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A mostrar mensagens de Maio, 2010

Perseverança

Trinta de Maio. Três anos passaram após a tua partida, três anos passaram desde que perdeste a tua batalha. Foste vencida não por seres fraca, não por deixares de lutar, mas simplesmente porque houve algo mais forte do que tu.
Hoje vou simplesmente limitar-me a recordar a tua luta, pois acho que é um exemplo para todos: para os fortes, os determinados, os altruístas e para os fracos, os desistentes, os egoístas.
Foi no silêncio que tudo aconteceu. A doença iniciou o seu crescimento, começando a apoderar-se do teu corpo, segundo a segundo, sem que te desses conta disso. Apenas algum tempo depois, como que sarcasticamente, foste avisada pela dor e os diagnósticos confirmaram as suspeitas mais pessimistas.
Tiveste medo, eu sei que sim. Sorrias mas pensavas em chorar, falavas mas ansiavas o silêncio, davas soluções para os problemas alheios mas questionavas-te sobre a solução para o teu próprio problema. Contudo, não foi esse medo que te impediu de continuar a tua caminhada. Foi então que os…

Extintas

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Sou suficientemente fraca para não ser capaz de desistir de um momento para o outro, sou exageradamente orgulhosa para não ter a capacidade de insistir e sou minimamente cautelosa para perceber quando devo parar.
Gosto de ti, simplesmente e no verdadeiro sentido do verbo gostar, mas apenas e só. Um só que é tanto, um só que é muito, um só que acaba por nada ser por entre o verdadeiro sentido da palavra Amor. Um só desconhecido, um só por explorar e um só surpreendentemente absurdo.
Existiram momentos em que preferi deixar-me levar pelo sabor do tempo, momentos em que desejei que tudo fosse momentâneo, momentos esses estranhamente passivos. Mas nada se extinguiu.
Tinha de ouvir cada palavra de ti e só de ti. Tinha de saber tudo de ti e só de ti. Assim foi e ainda hoje não me arrependo.
A alguém verdadeiramente muito genuíno.

Dezassete (3)

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Sei que o tempo passa. Vejo isso pelos ponteiros do relógio que se movem constantemente, vejo isso pelos números do calendário que indicam que os dias não são todos iguais, vejo isso pelas correrias matinais das pessoas que passam diariamente nas ruas, vejo isso pelo erguer e pelo deitar do sol que sempre nos visita e vejo isso pela maturidade emocional que todos vamos adquirindo a cada sorriso, a cada lágrima e a cada palavra. Hoje é um dia especial não só para ti, mas também para mim. O calendário marca agora vinte e um de Maio, assinalando assim mais um aniversário teu. Desta forma, é impossível negar como este dia tem um gostinho diferente daquele que teria se tu não estivesses aqui comigo, neste mundo de meras existências. Fico feliz, contigo, a cada batida do relógio que marca o mais ínfimo segundo, a cada número marcado no calendário, a cada passagem de um alguém nas correrias matinais das ruas, a cada momento do amanhecer e do anoitecer de hoje, a cada lágrima, a cada sorriso e …

E se...

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O mundo está cheio de possiilidades. Resta saber como, porquê e até quando.

Perder

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As partidas ferem, doem, corrompem, destroem, pois por e simplesmente também nos querem levar para bem longe, para algum lugar onde o sofrimento de uma permanente existência possa ser atenuado ou, no melhor dos casos, completamente extinto e esquecido. A partida de alguém por quem nutrimos um amor simples, descomplexado, natural e verdadeiro, ausenta não só esse mesmo ser, mas também apaga qualquer caminho que anteriormente consigamos ter encontrado para aquilo que de mais próximo possamos ter da vida. Perder uma pessoa parece normal, banal, esperado, pois uma perda tem sempre o mesmo sentido (aqui, ali ou até mesmo acolá; agora, amanhã, ou até mesmo depois) devido ao estereótipo imposto para o significado dessa mesma palavra. Contudo, no dicionário apenas constam meros conjuntos de letras, que por sua vez constituem vocábulos dispostos pormenorizadamente, mas que no fundo pouco explicam a verdade e nada traduzem daquilo que é sentido, mas que no fundo apenas dizem que a vida tem um f…

Anestesia

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Actos meramente instintivos anestesiam o corpo, pensamentos inexistentes condicionam as acções, tensões acumuladas evidenciam tudo aquilo que estava guardado a sete chaves no lado mais recôndito de um coração adormecido. De um momento para outro, sem qualquer previsão suficientemente antecipada, palavras escritas voam ao sabor do tempo, sendo arrancadas pelo mesmo da folha de papel. Palavras proferidas emergem agora, deixando nu um todo pensamento, deixando tumultuoso um imenso leito de vontades, deixando vulnerável toda uma alma. Diz o vento para navegar onde a água não existe, diz o sol para mover quando as forças estão ausentes, diz o mar para avançar contra a corrente, diz uma voz para seguir em frente mesmo que tal caminho vá contra a realidade. As certezas existem, por vezes. As dúvidas acatam espaço, na maioria dos momentos. Uma coisa é certa: se o coração começou as viagens, pois então ele que as acabe.

Aos que se deixam ouvir, aos que não se importam de lutar pelo que vale a pena…

Vidas

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"Nowturnaway
'Cause I'm awfuljust to see
'Cause allmyhairsabandonedallmybody
Oh myagony
Knowthat I willnevermarry
Baby I'm justsoggyfromthechemo
Butcountingdownthedays to go
Itjustain't living
And I justhopeyouknow"
Cancer, MyChemical Romance
A todas as estrelinhas que muito brilham por terem partido cedo de mais.

Dezassete (2)

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Por vezes, volto à minha infância, como que de uma viagem no tempo se tratasse. Encontro pessoas, lugares, vozes, cheiros, momentos inquestionavelmente marcantes. Em todas estas caminhadas, lembro-me de uma menina, uma loirinha com uns totós muito engraçados que teimava em dar nas vistas não só pela sua beleza, mas também pelos seus enormes sorrisos. Mas não paro, sigo em frente sem poder olhar de novo para trás. É nesse futuro já passado que encontro relações, fortes relações por sinal, relações sustentadas pelo carinho, pela ternura e pela delicadeza característicos das crianças. A menina loirinha também cresceu, passando assim a distribuir sorrisos especiais, sorrisos para aqueles a quem carinhosamente chamava amigos. O vento leva-me para mais longe, para anos um pouco mais longínquos, sem que eu o possa impedir. Vejo agora o amor, a compaixão, a entreajuda, a partilha, a disponibilidade; vejo agora aquilo a que chamaria de "amizade" se gostasse da palavra; vejo agora um g…

Erro

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Podes "bater com a cabeça " montes de vezes. Podes errar repetidamente no mesmo contexto. Algum dia haverás de aprender, se assim quiseres. Nada permanece igual sem o teu consentimento. Leis da existência. Aos que consideram a vida um carrossel parado, aos que vêm o futuro como o espelho do presente.

Teorias

"A vida não te cansa?"

Uma pergunta simples, directa, básica, mas com uma resposta que apenas minutos depois existiu. Uma coisa é certa: mudam-se os tempos, mudam-se as ideias; mudam-se as mentes, mudam-se as teorias.
A vida pode-nos sorrir hoje, dando-nos prazer. Amanhã, pode-nos maltratar, cansando-nos de tanto sofrimento.

A todos os que se cansam. Aos que se esforçam para que a vida não seja uma mera maratona de exaustão feita em vão.


E isto, porque existe sempre um louco com devaneios que nos faz pensar, que nos obriga a reflectir com as suas perguntas caricatas, feitas em momentos impensáveis.

Falar

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Falava, falava, falava e o tempo passava sem que eu desse por isso. "Deixem a menina falar", era apenas o que tu dizias, e isso chegava, pois não eram necessárias mais palavras para perceber o que sentias.

À Estrelinha mais brilhante.

Dezassete

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Há muito, muito tempo atrás, numa pequena vila... Ok, não foi assim há tanto tempo atrás, e a vila também não era assim tão pequena, mas isso pouco importa para o que eu vou escrever hoje, pois esta história não é nenhum conto de fadas e ela jamais será a princesa encantada.
Há precisamente dezassete anos atrás, quando o sol se encontrava em perfeita sintonia com o céu, quando as estrelas abraçavam carinhosamente a lua, quando o mar envolvia silenciosamente a areia, quando as ervas e os prados andavam de mãos dadas por entre uma melodia eterna e quando o vento acariciava momentaneamente as nuvens, ela nasceu. É certo que a perfeição da natureza se mantém constante desde o seu nascimento e é também certo que o mundo continua grande e ela pequena quando comparada com ele. As certezas são feitas de perguntas com respostas e, posto isto, se alguém, algum dia após o seu nascimento se questionou sobre a sua importância, essa é uma pergunta que deixou de o ser, passando assim a afirmar-se com…

Especial

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Hoje vou escrever sobre um senhor cujo nome desconheço por completo. Mas também, isso pouco importa, pois as pessoas não são feitas de nomes, não são feitas de letras conjugadas, não são feitas de aparências. As pessoas são feitas, e isso sim, de carácter, de características únicas, de defeitos, de virtudes, de personalidades. Ele é a prova de tudo isto, embora eu não o conheça, embora eu jamais tenha falado com ele.
Todos os Sábados lá está na igreja, no sítio do costume. Não grita, não chora, não ri, apenas está presente para ouvir a palavra de Deus, não para chamar as atenções de quem o rodeia. Não se deixa parar pelo facto de não possuir forças para andar, permitindo-se assim caminhar por este mundo de estereótipos com a cadeira de rodas que possui, enfrentando olhares, enfrentando pensamentos alheios, enfrentando as suas próprias dificuldades.
Por vezes olho para este homem e sinto-me pequena, mais pequena ainda do que aquilo que sou. Imagino como deve ser complicado para ele ter d…

O Amor

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Como que aparecido do nada, invade-nos a vida sem pedir qualquer tipo de autorização, sem que alguém lhe possa tirar esse direito, sem que alguém o possa impedir. Não está aberto a questões, age por e simplesmente porque sim, porque não, por isto, ou até mesmo por aquilo, mas considera que o nosso esclarecimento sobre as dezenas de dúvidas que nos abraçam, não é de qualquer forma importante.
Pouco somos, pouco representamos, nada sabemos e muito pouco temos para oferecer, pois apenas o nosso coração pode ser dado, apenas ele pode ser arrancado do nosso corpo e posteriormente oferecido. As gotas de sangue começam a escorrer para fora das veias, e continuamos vivos, mas diferentes, mas fantoches, mas máquinas. Continuamos movimentados pela crença, muitas vezes ilusória, de uma felicidade aparentemente futura. Perdemos a cabeça, somos roubados, arrancam-nos o coração. E depois? O amor não é isto mesmo? Basicamente sim, e possivelmente não. O amor é muito mais que lágrimas derramadas, é m…

Fim da estrada

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Pouco querias saber da morte, pois muito sabias da vida. Sorriste enquanto pudeste fazê-lo, choraste quando não mais pudeste evitá-lo, lutaste quando essa era a única forma de sobreviveres e no meio de tantas adversidades e controvérsias, ainda tiveste tempo para me ajudares a crescer e para me arrancares mil e um sorrisos quando eles estavam estagnados por dezenas de lágrimas.
Alguém, muito carinhosamente, me disse que a morte não era nada mais do que um passo para a frente, estando assim excluído o facto de a mesma representar um passo à retaguarda na vida de um comum mortal. Nada mais verdade porque a morte é o futuro, o inevitável futuro, e tu sempre tiveste a noção de tal afirmação, pois jamais me disseste que esta era para ti era um fim cercado de medos e receios. O sofrimento invadiu-te desde cedo, cedo demais, por sinal. Sempre desejei saber o que te abraçava o pensamento em cada lágrima que derramavas nesses momentos, em cada sorriso que era aprisionado, mas nunca te pergunte…

Simples, não?

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Quero-te por perto e pronto.
Nada mais simples.

Até um dia...

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Disseram-me que os textos que escrevo para ti transmitem muitos mais sentimentos do que todos os outros. Concordo com isso, pois se assim não fosse, escreveria em vão, escreveria apenas por escrever, escreveria para ninguém, mas é para ti que eu escrevo. Escrevo-te pois é a única forma que encontro para te dizer tudo aquilo que não posso declarar junto de ti, tudo aquilo que não posso declarar com a minha mão eternamente dada à tua.
Partiste. Levaram-te para bem longe de mim, sem me darem qualquer tipo de oportunidade para te dizer "adeus", ou para, por e simplesmente te dizer "até um dia". Pior do que te visto partir, foi ter-te visto sofrer, como se estivesses a pagar por um pecado que não cometeste, como se partir fosse algo desejado pelo qual tivesses de lutar. Por mais que tente não consigo compreender tudo isto, não consigo perceber porque te fizeram sofrer assim, não aceito o facto de teres partido. O mês de Maio chegou, e com ele vieram também muitas das min…