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A mostrar mensagens de Setembro, 2011

Ossos do ofício

Por esta altura, eu, carrancuda (ou séria, vá) por natureza, corro o sério risco de me transformar numa pessoa simpática, dado o elevado número de expressões como “boa tarde” e “obrigada” num só dia, saídas por entre sorrisos que até nem são tão forçados assim.

Do primeiro dia de trabalho

Passar os produtos na máquina do supermercado é algo que, definitivamente, me diverte! Melhor, melhor, só o facto de começar a trabalhar numa Sexta-Feira e ter a primeira folga num Domingo, assim, como quem não quer a coisa.

Do 2º emprego

Guardando na memória uma semana passada a constatar que os patrões não precisam necessariamente de ser más pessoas para serem a favor da exploração, a perceber que os homens de meia-idade são feitos de conversas que não lembram a ninguém, a verificar que os meu pés podem atingir um estranho limiar de dor, a ver a lixívia como a pior inimiga do que resta da beleza das minhas mãos e a viver algo muito longe de uma existência social satisfatória, eis que me deparo com o meu segundo trabalho, desta feita na caixa de um supermercado, em part-time.
Amanhã assino o meu contrato. Finalmente me vou ver livre desta vidinha dividida entre a cama e o sofá, que de agradável apenas tem a raridade!

Das vindimas

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Depois de um fim-de-semana por entre as vindimas, percebi que daqui a uns anos quero comprar uma casa de campo para viver. Não que deseje ter uma daquelas vidas provincianas, mas todo o ambiente calmo, onde se ouviu a água a cair das cascatas a mais de 50 metros de distância e se cheirou as uvas acabadas de cortar, fez-me lembrar os tempos em que eu ali corri livremente, implantando em mim uma enorme vontade de voltar a sentir algo parecido.
Não fosse o estado caótico em que se encontram as minhas mãos e as tão agradáveis dores musculares, e até seria capaz de dizer que esta foi uma experiência a repetir.

(...)

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Um dia vais perceber que não podemos gostar de alguém para termos um escape às coisas más que nos ocorrem, uma razão mais para acordamos todos os dias ou um entretenimento. Simplesmente não acontece porque queremos, vezes e vezes sem conta; não se escolhe.

E eu que costumava ganhar no Monopoly

Se há coisa que eu adoro é jogar no Euromilhões e escolher os números à esquerda daqueles que saem. Melhor, melhor, só o facto de nem mesmo as estrelas serem a excepção à regra.


Vou só ali rasgar umas almofadas e já volto!

18.

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A minha opinião sobre as amizades que se dizem eternas tem-se vestido de negro nestes últimos tempos, ou não fosse o seu fim o prato do dia. Mas, sabes, acredito que sejas uma das poucas pessoas que ficarão na minha vida por muitos e longos anos, até sermos velhinhas e termos histórias compridas para contar. Afinal, já partilhamos os anos de berço e de glória, em que pouco sabíamos do futuro do mundo e das decisões complicadas. E embora tenham sido muitas as pessoas que entraram e saíram da minha vida, tu acabaste sempre por ficar.
Hoje, porém, o “quando eu for grande” virou presente e já fazemos (ou vamos fazendo) ideia do que será o nosso futuro. Somos, na verdade, o retrato daquilo que já vivemos, não só quando éramos crianças, mas também em todos aqueles segundos que partilhamos com as pessoas fantásticas que viemos acrescentando à nossa história pessoal. E agora, ao ver aquilo em que te tornaste, dificilmente deixo de me sentir orgulhosa perante toda essa tua coragem, firmeza, lea…

Isto da maioridade até que não me faz mal

Algumas decisões são difíceis de tomar, mas isso já todos nós sabemos. No entanto, quando nos predispomos a pensar e a reflectir sobre elas, com olhos de quem quer ver e alma de quem quer sentir, tudo se torna mais fácil. Passamos a entregar-nos a nós mesmos, aos nossos objectivos e a acreditar que existem outros caminhos que poderão fazer dos nossos sonhos uma das mais autênticas realidades.


E eu acredito.

O verso da moeda

No mundo temos as pessoas que se acham especiais e as que precisam que façamos um desenho para que percebam que são realmente especiais.

Por estas e por outras é que o mundo tem tabus

Anda uma pessoa a trabalhar para ter coragem de se assumir e depois sofre pelo sarcasmo dos outros quando lhes diz a verdade. Juro, um dia destes ainda faço um grupo no Facebook contra os empregados de mesa que me olham duvidosamente quando lhes peço um pingo.

A perfeição existe à sua maneira

A cada dia que passa, aumento a certeza de que a vida consegue ser uma porcaria quando quer. Enquanto alguns se queixam por tudo e por nada (eu inclusive), outros sofrem em silêncio e sorriem perante realidades que os maltratam, perante coisas que não deveriam ser passadas com a sua idade e que, supostamente, apenas viriam quando fossem velhinhos e não pudessem mastigar os alimentos com os próprios dentes.
E a minha vida? Bom, não é perfeita, como todas as outras, mas está bem e recomenda-se, sei-o agora.

O tédio ainda mata

Pior do que não saber o que fazer é não conseguir realizar algo, de modo a que me ando a inscrever em tudo que é emprego, com o intuito de planificar este meu próximo ano lectivo, para conciliar aquilo que desejo fazer. Certamente que serei alguém muito mais experiente e decidida na entrada na universidade se tal acontecer, ou assim espero. E isto porque ao facto de permanecer em casa, sem fazer nada de útil, ser a coisa mais emocionalmente cansativa que pode existir se junta o perigo de morte por tédio.

Chamar a Música

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Pergunto-me se sou apenas que acho que o João Manzarra, no seu piscar de olhos durante a apresentação do jogo de casa de hoje, é a coisa mais fofa deste mundo.

A derradeira verdade sobre o inquilino mais novo cá de casa

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O meu irmão, dez anos mais novo do que eu, é a verdadeira razão pela qual, todos os dias, me pergunto “porquê a mim?”.
O sangue que lhe corre nas veias e o seu coração (tão pouco) inocente levam-no a admitir desejos que nem sabia que tinha, dado que não os via na minha pessoa; a querer tudo o que eu quero e a pedir emprestado/ roubar o que já tenho; a desejar ir onde vou, mesmo que não seja o lugar mais adequado para as crianças da sua idade (o que vem sendo agravado pelo facto dos meus amigos alimentarem estes seus instintos, fazendo-o gostarem deles e querer voltar a encontrá-los); a sabotar e esconder o comando da televisão, para poder ver o que quer; a fazer chantagem com o que pode, amontoando, assim, por entre os bolsos, dezenas de moedas, pastilhas elásticas e outras regalias, se o preço for mais alto.
Poderia até dizer que ele é a verdadeira peste da minha vida e que estaria bem melhor com os nossos papéis invertidos, mas não seria completamente verdadeira, dado que também do…

Ainda bem que a genética nos dá o luxo de sermos diferentes

O egoísmo é triste de se ver, é trágico, principalmente quando parte daqueles que nos deveriam dar o exemplo. Pena que é impossível alguém quase se afogar com a própria saliva, assim, em jeito de susto, para ver se aprende.

15.

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São quinze, são poucos, mas são uma vida. E hoje é apenas o início do que acabará por ter o seu fim. Nas tuas mãos, tens agora os lápis com que desenharás aquilo que bem entenderes, independentemente das dúvidas que outros possam ter perante a integridade futura dos teus projectos, pois se podes sonhar, que seja bem alto.



Parabéns, Sarinha!

O (não) esperando pelo "para sempre"

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O “para sempre”, aquele que pintou os contos de fadas que li, as palavras que ridiculamente enviei ao meu primeiro amor ou as cartas que escrevi às amizades da escola primária, tem vindo a perder o seu significado. As pessoas entram e saem da minha vida, tal como eu lhes faço.
Percebo agora que as minhas escolhas me afastaram de pessoas que já tiveram o seu lugar no palco das minhas atenções. Perdi contactos, embora tenha números de telemóveis e e-mails; passei usar o olá como a única palavra que desenvolve a conversa quando as vejo na rua; e apenas conheço os rumos que tomaram através de um típico diz-que-diz ou, na mais moderna hipótese, pelo Facebook. Assim, torna-se fácil cair no hábito e deixar de me importar com o facto, aceitando-o. Não fossem as minhas memórias e seria como se nunca as tivesse conhecido.
Por mais que saiba que tudo acontece desta forma, tenho pena. Seria bom ter do meu lado um número significativo de pessoas com quem já partilhei algum momento. Mas, o “para se…

Percebemos que o nosso irmão mais novo já está crescido quando...

...canta com grande entusiasmo a música “Pito Mau” do Quim Barreiros, sem falhar uma única palavra. Ele há coisas do diabo!

E assim percebo que me estou a tornar uma mulher grande

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Não sei se é do facto de pouco ter para fazer ou se é da idade, mas é certo que tenho andado com uma vontade desconhecida para mudar grande parte daquilo que me rodeia e da minha existência em geral. No fundo, talvez saiba que esta é altura ideal para começar a construir uma nova etapa da minha vida, dado que poucas são as realidades que me ligam a momentos que já passei (não só como estudante, mas também como pessoa). Recorrendo a uma analogia, sinto-me como uma aluna nova numa turma onde não conheço ninguém e me é dada a oportunidade de exteriorizar aquilo que bem entender, para que os outros possam formar a sua opinião sobre mim.
Resta-me apenas aproveitar esta onda de boa vontade e fazer algo de útil pelo pequeno ser que vejo, todos os dias, no espelho. Pelo menos, sinto-me com garra suficiente para isso.