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A mostrar mensagens de Outubro, 2011

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Ai, como é bom um fim-de-semana assim!

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Tudo é muito bonito antes de começarmos a trabalhar, ou não expirássemos nós uma enorme vontade de fazer algo para podermos ganhar o nosso próprio dinheiro. Ora, e se isso implica perder também os fins-de-semana, dado que não podemos sair sem ter hora de volta devido ao emprego, então não há problema nenhum. Sim, porque nós queremos mesmo! E diz isto alguém que está extremamente contente por não ter um fim-de-semana livre há algum tempo e é deveras fiel à velha filosofia de que “quando a cabeça não tem juízo, o corpo é que paga”.

Dos dias em que o chão não deveria ser o limite

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Há dias em que os cobertores parecem não ser suficientes para fazerem esquecer o frio; em que a chuva que cai lá fora faz ecoar na mente pensamentos que deveriam ser apagados; em que as palavras (demasiado) queridas de gente que se considera próxima fazem questionar o verdadeiro significado das relações; em que tudo existe e nada parece certo.

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Ai, ai! É tão mais fácil aprender com os erros dos outros.

Dizer não é falar a verdade

São palavras não digeridas e largadas ao vento, como que por não serem merecedoras da verdade do coração e da sinceridade da mente. Talvez pensasses que por serem ditas pudessem ter qualquer valor, mas não. Não quando apenas me mostraram aquilo que eu, possivelmente, gostaria de ouvir.
Nem tudo pode ser proferido num momento aleatório. Os segundos certos para o acontecimento exacto existem, de facto, e são eles que nos fazem acreditar que o que aconteceu foi realmente importante. No entanto, o instante ideal é marcado no relógio sob a ordem da confiança e da cumplicidade, e essas, tal como o amor, não existem à primeira vista, conquistam-se. Resta-me saber se algum dia saberás o que é essa conquista, se é que isso realmente me importa.

Dos momentos em que tento deitar-me cedo e não consigo

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Com séries destas e amigos que nos alimentam o vício, quem é que se lembra que tem de ir às aulas ou de trabalhar no dia seguinte?

Pelos dias que correm, preguiça é o meu nome do meio

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Ai, como eu gosto de um Outono de verdade! Do frio matinal, do chá fervido a qualquer hora do dia e das roupas minimamente quentinhas. Pena que com eles não venha a vontade de assistir às aulas para repetir os exames!

Primeira constatação do dia

Estava aqui a escrever a notícia do jornal local sobre o desemprego na zona, considerando que para tal realizei um questionário que foi entregue a várias pessoas com diferentes profissões e ocupações, e constatei que um senhor com o 4º ano de escolaridade desenvolveu mais e melhor as suas respostas que um engenheiro químico. Pergunto-me se tudo se baseou em má vontade ou em falta de conteúdo!

Afinal, os legumes não eram tão simples como pareciam

Depois de duas semanas de trabalho sinto-me, definitivamente, num grau acima do amadurecimento. Já sei que existem muitos mais tipos de maçãs do que aqueles que imaginava (vermelha, verde e reineta) e até vou conseguindo (ou fazendo de conta que consigo) distingui-los. Além disso, ainda aprendi a separar a imagem de um pepino da de uma courgette, o que é um acontecimento de grande importância, não vá o futuro levar-me pelos caminhos rurais.
Por fim, e o melhor de tudo, é que me tornei um peixe na água para aquilo que está relacionado com a percepção, através de uns segundos durante a passagem dos artigos na caixa e o pagamento, de quem é que veste as calças em casa dos clientes (e assim me torno uma mulher babada ao perceber que estamos a ganhar terreno).
Escusado será dizer que o brilho de uma experiência não está naquilo que ela aparenta ser, mas sim na aprendizagem que tiramos dela.

Do desejo à prática (uns meses depois do início)

É tão bom ter pessoas do nosso lado que, querendo ou não, lá vão fazendo o que lhes pedimos, só para nos verem felizes, mesmo que isso signifique ter a sua fotografia numa das páginas do jornal local. É, muito provavelmente, os meus amigos já se começam a habituar ao facto de eu (tentar) ser uma pseudo-jornalista.

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Amar é fazer tudo para estar mais perto de ti, mesmo quando aquilo que nos separa é muito mais do que a distância física; é querer ver nos teus olhos o orgulho, sabendo que já não os observo.

Do post anterior

Pelo que parece, o Segundinhos já está bem e recomenda-se! O vírus estava algures num dos blogues da minha lista, daí que certas pessoas não pudessem cá entrar. E eu resolvi o problema graças à Daniela, a quem agradeço!

A doença do Segundinhos

Bem, ao que parece o meu Segundinhos está com vírus. Dados os meus (poucos) conhecimentos nesta matéria, algum de vocês me pode dar uma ajudinha e dizer o que devo fazer para que possa manter o blogue?

Dos espécimes masculinos #2

Para que conste, cada vez os entendo menos. A eles e às suas magníficas técnicas de aproximação. Pergunto-me se a ideia não seria mais fortalecer o deixa-me-parecer-interessante-já-que-sei-que-não-o-sou, em vez do quero-que-aconteça-isto-e-aquilo-só-porque-sim-e-não-porque-ela-gosta-minimamente-de-mim. Desta forma, a regra de prevenção quanto a maleitas futuras é abandonar o barco enquanto a bóia estiver por perto, não vá a coisa correr mal ao ponto de ser obrigada a afogar o marinheiro!

Só para verem como eu sou importante

Para que saibam, o Euromilhões de amanhã será ganho pelo meu pequeno irmão, que com esse dinheiro me pagará a carta de condução e comprará todos os cromos do mundo para fazer a sua colecção. Pela parte que me toca, até que me parece justo!

Chamemos-lhe má vontade

E depois há aqueles clientes que nos resmungam, quase que em altos berros, por causa das normas do supermercado. Ou porque estão com pressa, ou porque não lhes apetece ir ao balcão central tirar a factura, ou mesmo pelo simples facto de não possuírem o desejo de pagar o que aparece no monitor. Não fosse eu precisar deste emprego e haveria de lhes mostrar com quantos paus se faz uma cabana! Assim, em vez disso, ouvi, calei-me e continuei com o meu trabalho (remoendo para lá de muito por dentro).

Dos espécimes masculinos

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Da mesma forma que já não escrevem as (mais ou menos dispensáveis) longas cartas de amor, também perderam a capacidade de dar luta e de falar de outra coisa, se não deles próprios, durante trinta minutos.

Todos temos de engolir sapos

Não é que eu seja preconceituosa, porque recuso-me a aceitar que o sou, mas não deixo de reparar que a simpatia não é o forte dos chineses, principalmente depois de pagarem 99 pacotes de arroz na minha caixa. É que nem um sorrisinho amarelo me deram após (quase) me terem feito contar tudo aquilo. Mal-educados!

Temperatura inferior a 20ºC (precisa-se)

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Querido S. Pedro, eu sei que é tudo muito bonito quando o sol brilha com a alegria de quem vai ao jardim zoológico pela primeira vez e os pássaros cantam no calor do amanhecer, mas já é tempo de ganhares juízo e fazeres o que deves no tempo certo, principalmente agora, que preciso de condições climatéricas compatíveis com a minha vontade de fazer alguma coisa pela vida.
Sabes aquele conforto tão pequenino e tão saboroso que sentias quando, em criança, te davam um brinquedo novo ou um beijo de boa noite? Pois bem, eu gostava de o experimentar assim que chego a casa e, ao deitar-me, ouço a chuva a cair e cedo à necessidade de me encolher debaixo dos cobertores ou quando visto aquelas roupas que agora se difundem nas montras deste país, mas que em nada me são úteis por teu desejo. Quero vestir cachecóis, camisolas de lã, luvas e todos aqueles pedaços de pano bem quentinhos. Se bem te lembras, e vá o diabo entender isto, sempre gostei mais das estações frias. Faz-me lá este favor, sim?