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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Quando a solução não é tão simples quanto parece





Domingo, 7 de Agosto de 2011, 23h56.

Eu sempre tive um plano, independentemente do facto deste dar ou não certo, eu sempre tive um plano. No entanto, pela primeira vez na minha vida (pelo menos no que remete para a parte em que me lembro de ser gente que sabe tomar decisões) não tenho.
Sinto-me a ser maltratada pelo que resta do meu subconsciente, a cada segundo que passa, e revejo-me perfeitamente num gato a quem acabaram de cortar os bigodes. É como um daqueles clichés em que existem mil e uma direcções, embora eu não saiba qual escolher. Talvez por cobardia, ou medo, ou estupidez, quem sabe. O que me parece é que os meus voos se foram tornando gradualmente mais baixos e qualquer escada de dois metros aparenta ser demasiado alta.
E o que é que eu, gentilmente, faço a este respeito? Espero os primeiros minutos de uma Segunda-Feira, sentada nos degraus da cozinha, a olhar de forma nostálgica - e bastante deprimente, diria até - o céu, que por acaso está magnificamente bonito e, no entanto, a dose de parvoíces mentais que transporto não me permite vê-lo da forma que merece. Talvez esta seja uma tentativa de ter uma ideia brilhante para o meu futuro ou apenas um cenário alegórico de uma possível evasão da realidade.
Assim, melhores ventos se esperam para amanhã, não recusando, claro está, a hipotética chegada de um pouco de sanidade mental e clareza de pensamento.


Ainda me questiono do porquê de eu ter escrito isto (com esta dimensão) no telemóvel. A minha paciência tem vindo a surpreender-me!

2 comentários:

MoonLight disse...

as respostas vao chegar, de certeza.. só tens que ser paciente!=)

Daniela Pereira disse...

sinceramente, depois de ler isto tudo, fiquei sem saber o que dizer, talvez por não ter vivenciado a 100% a tua situação, mas well cliché dos clichés espero que os teus dias melhorem... e realmente tens muita paciência... não é para todos lol...