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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

O (não) esperando pelo "para sempre"

O “para sempre”, aquele que pintou os contos de fadas que li, as palavras que ridiculamente enviei ao meu primeiro amor ou as cartas que escrevi às amizades da escola primária, tem vindo a perder o seu significado. As pessoas entram e saem da minha vida, tal como eu lhes faço.
Percebo agora que as minhas escolhas me afastaram de pessoas que já tiveram o seu lugar no palco das minhas atenções. Perdi contactos, embora tenha números de telemóveis e e-mails; passei usar o olá como a única palavra que desenvolve a conversa quando as vejo na rua; e apenas conheço os rumos que tomaram através de um típico diz-que-diz ou, na mais moderna hipótese, pelo Facebook. Assim, torna-se fácil cair no hábito e deixar de me importar com o facto, aceitando-o. Não fossem as minhas memórias e seria como se nunca as tivesse conhecido.
Por mais que saiba que tudo acontece desta forma, tenho pena. Seria bom ter do meu lado um número significativo de pessoas com quem já partilhei algum momento. Mas, o “para sempre”, que fazia de mim uma criança naturalmente imatura, ficou lá atrás. Mais do que nunca, valorizo as pessoas que consigo manter na minha vida, aquelas que escolheram ficar e que sabem o que eu penso e adivinham o que vou dizer, só de olhar para mim. Claro está que tudo isto deu lugar a batalhas durante o passado, mas se as relações não dessem trabalho, talvez não fossem tão importantes assim.

3 comentários:

Catarina A disse...

Sei o que sentes, tb tenho pessoas que realmente tive pena de eventualmente nos termos acabado por afastar :)

Beijinhos *

Anónimo disse...

Eu acho que nós não temos culpa de seres previsível aninhas xD

kisses

Miss Murder disse...

Sabes o que é mau, é quando olhas para trás e percebes que afinal a relação que tinhas era muito mais do que valorizavas na altura, a ideia da perfeição é que nos leva a tomar atitudes por vezes desastrosas, talvez seja isso...