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A mostrar mensagens com a etiqueta Coisas do futuro

Uma pontinha de inveja ou de saudades parvas, eis a questão

Um pouco por todo o lado já se ouve falar do início das aulas, do material escolar, dos transportes públicos a usar, das novas turmas, dos novos horários, das novas vidas. Este ano não tenho de pensar em nada disto, o que me desperta, no mínimo, uma sensação estranha, muito estranha.

Depois do primeiro emprego, vem sempre a primeira demissão

Depois de uma semana sem vida social e sonos daqueles que me fortalecem como gente, apresento-me de volta à minha vidinha antiga, ou não fossem as compensações monetárias precárias perante as minhas últimas 114 horas de trabalho. Obviamente tinha consciência de que haveria de abdicar de alguns dos bons momentos da minha vida, e estaria diposta a isso, mas quando se trata de esquecer todos os projectos que me realizam enquanto ser humano, o cenário muda de figura. Escusado será dizer que depois do primeiro emprego, vem sempre a primeira demissão!
Comigo tenho agora mais uma colher de maturidade, uma chávena de experiência, um copo de bons momentos e uma caneca de memórias de pessoas que valeu a pena conhecer. No final de contas, e apesar dos factos incompatíveis com os meus planos pessoais futuros, repetiria tudo se pudesse decidir outra vez.

De um lugar onde as pessoas se cansam de andar em cima dos próprios pés

Depois de ter passado o fim-de-semana a trabalhar 14 horas por dia, o meu corpo quase que se lembra de ter sido atropelado por um camião e em muito sente as dores de um inexistente treino intensivo de ginásio. Em poucas palavras, nunca na minha vida me fartei tanto de ver comida à frente, de lavar pratos e de servir pessoas. Claro está que posso estar descansada, pois daqui a umas horas o cenário se repetirá. Cada um tem aquilo que escolhe!

Do meu primeiro emprego

Talvez o facto de eu não me ter sentido de férias nestas duas últimas semanas tenha sido genuinamente preventivo, dado que, pelo que consta, já encontrei o meu primeiro emprego. Para dizer a verdade, não o esperava tão cedo, principalmente porque não fui eu a procurá-lo, mas sim o patriarca cá de casa. Mesmo assim, as expectativas são altas, embora tenha a noção de que me vai custar bastante perder os fins-de-semana. Espero ser capaz de dar conta do recado e que todo o esforço seja recompensado!

Em meia dose de férias

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Isto de procurar trabalho é uma tarefa árdua, mesmo que seja para me candidatar a um part-time. Parece que este desejo necessário de me tornar uma pessoa responsável me vai fazendo sentir como alguém que não está de férias. Espero conseguir mudar tal facto nas próximas semanas, até porque já fiz quase tudo aquilo que podia e só me resta esperar pelas respostas. Não posso esquecer que, apesar dos 18 anos (como se eles significassem tanto assim), ainda mantenho uma adolescente dentro de mim.

Quando a solução não é tão simples quanto parece

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Domingo, 7 de Agosto de 2011, 23h56.

Eu sempre tive um plano, independentemente do facto deste dar ou não certo, eu sempre tive um plano. No entanto, pela primeira vez na minha vida (pelo menos no que remete para a parte em que me lembro de ser gente que sabe tomar decisões) não tenho.
Sinto-me a ser maltratada pelo que resta do meu subconsciente, a cada segundo que passa, e revejo-me perfeitamente num gato a quem acabaram de cortar os bigodes. É como um daqueles clichés em que existem mil e uma direcções, embora eu não saiba qual escolher. Talvez por cobardia, ou medo, ou estupidez, quem sabe. O que me parece é que os meus voos se foram tornando gradualmente mais baixos e qualquer escada de dois metros aparenta ser demasiado alta.
E o que é que eu, gentilmente, faço a este respeito? Espero os primeiros minutos de uma Segunda-Feira, sentada nos degraus da cozinha, a olhar de forma nostálgica - e bastante deprimente, diria até - o céu, que por acaso está magnificamente bonito e, no ent…

(Nem) Toda a gente mente no currículo(?)

Nunca pensei que acabar o meu currículo fosse uma tarefa tão árdua, principalmente tendo em conta a parte na qual tenho de falar sobre as experiências profissionais (que, no auge dos meus 18 anos, são algo de fantástico, diria eu). Digamos que é necessária uma certa dose de imaginação para o fazer (não para mentir, porque não quero utilizar esse tipo de métodos, mas para mencionar, de forma bonita, a minha - tão pouco vasta - lista de actividades), de maneira a que isto é algo que eu dispensava com uma grande facilidade. Ele há coisas do diabo!

Já começo a ter uma vida de gente grande

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Depois de umas férias dignas de uma adolescente desequilibrada, considero que esteja mais do que na altura de ganhar juízo e assumir a vida de gente crescida. Claro está que me custa abandonar esta minha existência desprovida de grandes responsabilidades, mas também não ficaria lá muito bem na onda do PeterPan, pelo que o melhor é julgar pelo seguro e ir ao encontro do futuro antes que ele me apanhe de surpresa.
Dado o facto de (por opção) ter de parar um ano para subir notas (e para decidir aquilo que quero, na verdade), comecei hoje a minha procura por um emprego, que espero que dê frutos em breve, ou não fosse o dinheiro mais do que útil nos tempos da universidade. Além disso, inscrevi-me no curso de socorrismo na Cruz Vermelha Portuguesa (o que me valeu um grande orgasmo de entusiasmo), que pelos vistos começarei em meados de Setembro.
E é assim, por entre um cenário repleto de novidades, que me dou conta que já estou uma menina grande, ou pelo menos o começo a achar. No final de c…

Como quem muda de camisola

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Pelos dias que correm, vejo mil e uma hipóteses para o meu futuro. Diria até que mudam mais rapidamente do que a minha roupa, ou não fossem mesmo em grande número, mas recuso-me a fazê-lo para que não soe estranho. Contudo, dou por mim a considerar os actos de cobardia um conforto, dado que me sinto um pouco melhor ao perceber que tantos outros estão a passar pelo mesmo que eu neste momento. Pergunto-me se isto será um distúrbio de personalidade ou algo tão normal como o facto do meu pai ver numa pen drive um ser masculino.

Benditos aqueles que sabem tomar decisões

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As decisões de maior importância são aquelas que mais me transtornam, dada a dificuldade que tenho em tomá-las. Sobretudo na fase em que habitam na minha mão todos os sonhos do mundo, por vezes incertos e distorcidos, é certo, mas para os quais conheço o caminho. No entanto, nem sempre o facto de ter a noção do trajecto me permite chegar ao destino desejado, porque coexistem ainda mil e uma outras opções para o percurso. Assim, seria oportuno questionar-me do porquê da existência de uma dificuldade, se possuo cartas, truques e triunfos, mas, no entanto, tal se torna inútil quando me apercebo das consequências de cada acto. E é aí que vive o bicho-de-sete-cabeças. Não é trabalhoso dizer “sim, eu vou fazer isto” ou “não, não vou fazer aquilo”, mas sim medir os prós e os contras daquilo que poderá ser feito.
A fraqueza da espera, do “depois eu penso nisso” e do refúgio nas futilidades do dia-a-dia, é algo geneticamente universal, que me corre no sangue naturalmente, ou não fosse o mapa d…

Dos Amigos Estranhos

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Todos temos um(a) amigo(a) com espírito revolucionário que consegue despertar em nós um lado violento no decorrer da mais simples conversa, desde que esta envolva qualquer tipo de tema político, claro está! Como tem vindo a fugir para o hábito, eu não sou a excepção à regra, tal a convivência com uma jovem adolescente que não tem mãos a medir no que respeita ao conhecimento das ideias de cada partido e das medidas tomadas pelo governo, e à demonstração dos seus pontos de vista perante quem a rodeia, como se estes se tratassem de alguém que as pode colocar em prática. É algo que tanto tem de extraordinário como de sobrenatural, garanto-vos!
Pois bem, nestes últimos tempos da minha vida que são os primeiros da maioridade, tem-me sido apelado por ela um voto consciente que, como é óbvio, resultará da assistência a debates e seus parasitas, desde o momento presente. Escusado será dizer que, com muita lástima minha, o meu nível de interesse por esta espécie de assuntos atinge uma fasquia d…

Para o que as almofadas não serviram

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Às vezes guardamos os sonhos debaixo das almofadas. Outras, porém, vamos à luta por eles.
Hoje fui em busca do desejo antigo de escrever para um jornal da zona onde vivo. É um passo pequenino, ou talvez não. O que é certo é que me senti bem ao fazer algo para que isso venha acontecer. Resta-me aguardar pela resposta.



Senti-me uma verdadeira criança em busca do rebuçado perfeito!

Mil e um dramas depois

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Pelos dias que correm, a minha vida assemelha-se a uma célula com elevadas variações na pressão osmótica, ou não fosse a falta de certezas uma constante. Embora sejam poucas as pessoas que me exigem tudo aquilo que podem, são muitas as variantes que esperam ansiosamente uma decisão tomada por mim. Contudo, a única vontade que paira no meu subconsciente é aquela que me induz para algo que se aproxima da visão que eu tenho de uma cama conjugada com um buraco, de maneira a que, por entre cobertores, sonos e esconderijos, possa mergulhar e vir à tona daqui a uns tempos, quando a coisa estiver composta.

Maldita maioridade!

Traços

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A minha fraqueza vai traçando a linha de uma pequena concha, onde, por entre mórbidos e ocultos sonhos, desejo esconder e fechar a sete chaves uma totalidade de mim, até que melhores ventos corram. Chamo-lhe de remendo, pois não lhe cabe a palavra remédio, e de possível resposta quando é difícil encontrar a tão procurada solução.
Feitos os traços, vêm as cores contrastantes no fundo preto. Um rosa inocente de uma infância em que as decisões foram tomadas por outros; um azul claro marcado pela visibilidade com que se seguiram objectivos tão simples como o pegar de um brinquedo; um branco da pureza de quem jamais cometeu erros não susceptíveis a recordação, como se esta última muito custasse. Por fim, ali fica um espaço, um abraço, um refúgio; não por não gostar de decidir, ir e fazer, apenas porque nada disso é necessário numa tão reduzida área.
Uma pequena menina mergulhada no seu mundo preenchido, não só por fantasia, mas também por uma simplicidade de fazer inveja aos mais velhos, é a…

Dramas de alguém que se estreia na maioridade

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Por mais esquecida, distraída e desajustada que eu seja, tenho uma queda bastante acentuada para a necessidade de estabilidade. Gosto de saber o que se vai passar depois, mesmo que isso me transporte para daqui a uma hora, um dia, uma semana ou até mesmo um mês. Claro está que, no final de contas, grande parte dos acontecimentos são sucedidos a uma certa margem de distância daquilo que eu imaginei, mas se assim não fosse, o meu agora não seria chamado de vida. Contudo, é o facto de imaginar e traçar o futuro que me leva a “ganhar” uma determinada segurança para prosseguir, embora tenha consciência do quão irritante isso pode ser para aqueles que me ouvem diariamente.
Ora, nestes tempos de mudança, se há coisa que não abunda por estes lados é a estabilidade, dado que as inscrições para os exames estão aí à porta, e eu nem tão pouco sei se irei para a universidade no próximo ano. Tudo isto para dizer que, por entre tantas palavras e tão poucas certezas, os meus pensamentos têm sido a mai…

Aquilo em que se pensa por estes lados

Sinto-me um leucócito em apoptose, dado que já isto deveria estar programado, mesmo sem eu o saber; uma raíz quadrada de um número negativo, simplesmente porque nada me parecia possível há uns dias atrás; um marinheiro sem Ilha dos Amores, pois tudo parece ter sido feito em vão. E porquê? Porque não estou minimamente certa do que farei no próximo ano, facto que me deixa um bocado desnorteada e que contradiz, de certa forma, os objectivos que vim traçando.

Claro está que o melodrama do momento deixará de o ser daqui a uns tempos!

#1 LETTER TO YOUR BEST FRIEND

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Deveria redigir estas palavras para o meu melhor amigo, mas não o farei pelo simples facto de não ter um. Na minha vida possuo, e isso sim, uma quantidade restrita de pessoas que considero importantes e que se encaixam com uma elevada perfeição nesse dito “cargo”. Assim, é para elas que escrevo esta carta.
Nem sempre sou uma pessoa fácil de entender, sei-o bem, assim como tenho consciência de que também vocês o sabem, dado que muitas vezes insistem em realçar os traços da minha personalidade que mais vos impedem de chegar até mim. Desta forma, resta-me pedir desculpas pelos momentos em que vos magoei ou desiludi, de maneira a tentar não mais voltar a cometer o mesmo erro. Contudo, nunca desistiram e tiveram a grandeza suficiente para estar presentes em grande parte dos melhores momentos da minha vida.
Sei que amigo é aquele que faz tudo sem esperar nada em troca, mas é inevitável um agradecimento. Obrigada pelos momentos em que me ouviram, falaram, me deram na cabeça e me apoiaram. Obri…

Terceiro Dia- C, de Ciências

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Apesar de me sentir bem em actividades que envolvam a escrita e de estas me darem um certo prazer, foi pela área das ciências que optei, dado que sempre me despertaram alguma curiosidade. Para ser sincera, ainda espero poder conciliar as duas coisas no futuro. Até lá, e como quem não quer a coisa, ficarei feliz de cada vez que tiver que vestir uma bata branca (sim, este é um aspecto fútil do qual eu gosto bastante).

(...)

Sinto falta de mim, da minha forma de escrever e dos motivos com e pelos quais iniciei este blog. Sinto falta de viajar por entre os meus pensamentos, vivências e sentimentos. Sinto falta de escrever com o coração.
Ultimamente só redijo aquilo que o tempo (e a vontade, confesso) me permite(m), mas isso não chega para que eu me veja completa. Tudo isto para dizer que, em breve, voltarei com as palavras que realmente me fazem sentir bem.

Tens o teu mundo, eu tenho o meu

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Dizes conhecer-me como a palma da tua mão quando, nem na melhor das hipóteses, te deste ao trabalho de o fazer. Questionas, reclamas, exiges. Ignoras qualquer tipo de opinião, correcção ou advertência.
As pessoas são feitas de carne e pensamento que, juntos num só, sentem e sofrem cada envolvência a que se sujeitam ou à qual estão obrigados a ser sujeitados. Mas tu não sabes disso, ou se o sabes, ignoras. Usas e abusas como se de fantoches se tratassem; como se não vissem, ouvissem ou cheirassem; como se não tivessem sangue a correr pelas veias, tal como tu; como se fosses o único que consegue fazer tudo da melhor forma. Como, como e como. São meras as hipóteses que fazem de ti um ser com vida, quando na verdade, apenas habitas uma realidade que é só tua e se baseia num puro egoísmo.
O futuro pertence-te, faz dele o que pretenderes, pois nada tenho a ver com isso. Apenas te quero dizer que não és tu quem me vai obrigar a viver num mundo onde não posso ser eu.