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A mostrar mensagens com a etiqueta Mas anda tudo maluco?

Da lástima em que fico quando penso que também já fui assim

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As crianças e as pessoas que não estão no seu ciclo de encontros diários são uma combinação explosiva. Até dói quando assistimos a ela, ou não fosse o ambiente natural para os miúdos se exibirem e darem a conhecer o nome de cada um dos seus brinquedos, o número de golos marcados durante um jogo de futebol entre indivíduos (menores) de diferentes sexos, a morada dos seus amigos e todos aqueles pormenores extremamente importantes das suas vidas. E acreditem que tudo isto só se torna realmente doloroso quando acontece de 24 em 24 horas com o inquilino mais novo de nossa casa!

Depois do primeiro emprego, vem sempre a primeira demissão

Depois de uma semana sem vida social e sonos daqueles que me fortalecem como gente, apresento-me de volta à minha vidinha antiga, ou não fossem as compensações monetárias precárias perante as minhas últimas 114 horas de trabalho. Obviamente tinha consciência de que haveria de abdicar de alguns dos bons momentos da minha vida, e estaria diposta a isso, mas quando se trata de esquecer todos os projectos que me realizam enquanto ser humano, o cenário muda de figura. Escusado será dizer que depois do primeiro emprego, vem sempre a primeira demissão!
Comigo tenho agora mais uma colher de maturidade, uma chávena de experiência, um copo de bons momentos e uma caneca de memórias de pessoas que valeu a pena conhecer. No final de contas, e apesar dos factos incompatíveis com os meus planos pessoais futuros, repetiria tudo se pudesse decidir outra vez.

Constatação dos últimos tempos

Os homens do tasco são uma espécie deveras irritante e com as técnicas de engate mais estranhas do mundo.

De um lugar onde as pessoas se cansam de andar em cima dos próprios pés

Depois de ter passado o fim-de-semana a trabalhar 14 horas por dia, o meu corpo quase que se lembra de ter sido atropelado por um camião e em muito sente as dores de um inexistente treino intensivo de ginásio. Em poucas palavras, nunca na minha vida me fartei tanto de ver comida à frente, de lavar pratos e de servir pessoas. Claro está que posso estar descansada, pois daqui a umas horas o cenário se repetirá. Cada um tem aquilo que escolhe!

Noites que (agora) se pintam de branco

A vida é demasiado curta para se ver um filme duas vezes. Ou pelo menos, assim consta neste meu pensamento de adulta por obrigação, embora tenha uma amiga que o contradiz, dado que, por exemplo, viu as duas temporadas da série “Diários de Vampiro” no computador para depois rever na televisão, apenas porque, segundo ela, “era diferente”. Há gente mesmo estranha, não há? Isto tendo em conta o facto de ela vir a ler a constatação em causa...
Mas dada a efemeridade da vida, e considerando o esgotamento de conteúdo audiovisual aproveitável do meu computador, pergunto-me se me terei de alimentar de repetições, como certos seres, ou não fosse eu uma daquelas pessoas que são a excepção à regra no que remete para a posse de internet ilimitada (tenho uns pais tão queridos). Tudo isto porque o meu conceito de utilidade durante a passagem do tempo é deveras duvidoso, como apoiam as noites passadas por entre o computador, numa tentativa (talvez falhada) de enriquecimento cultural, através de filmes…

Dos meus melhores dias (ou talvez não)

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Sempre ouvi dizer que magoamos as pessoas que amamos. Contudo, o contrário, ou seja, que alguém que nos ama nos magoe, tornava-se uma realidade demasiado improvável, pelos menos diante de uma pessoa tão crédula quanto eu.
Experiências recentes têm me levado a concluir que nem tudo é um mar de rosas, ou na pior das hipóteses, um mar de pampilos. Não existem pessoas minimamente perfeitas e poucos serão aqueles em que poderemos confiar. Diante disso, o aceitável seria que os seus fins justificassem os meios e não que os seus meios fossem independentes dos fins.
Alimentamos relações durante uma vida inteira, defendemos gente perante aqueles que nos são mais próximos, mas na primeira oportunidade somos atraiçoados. Não se importam com aquilo que possivelmente poderemos sentir, com as consequências adjacentes aos seus actos, nem mesmo até com o que os outros poderão pensar. O essencial é manter um orgulho ferido, alimentado com planos mesquinhas, ratoeiras cruéis e atitudes impensáveis, não…

Quando a solução não é tão simples quanto parece

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Domingo, 7 de Agosto de 2011, 23h56.

Eu sempre tive um plano, independentemente do facto deste dar ou não certo, eu sempre tive um plano. No entanto, pela primeira vez na minha vida (pelo menos no que remete para a parte em que me lembro de ser gente que sabe tomar decisões) não tenho.
Sinto-me a ser maltratada pelo que resta do meu subconsciente, a cada segundo que passa, e revejo-me perfeitamente num gato a quem acabaram de cortar os bigodes. É como um daqueles clichés em que existem mil e uma direcções, embora eu não saiba qual escolher. Talvez por cobardia, ou medo, ou estupidez, quem sabe. O que me parece é que os meus voos se foram tornando gradualmente mais baixos e qualquer escada de dois metros aparenta ser demasiado alta.
E o que é que eu, gentilmente, faço a este respeito? Espero os primeiros minutos de uma Segunda-Feira, sentada nos degraus da cozinha, a olhar de forma nostálgica - e bastante deprimente, diria até - o céu, que por acaso está magnificamente bonito e, no ent…

Momentos em que duvido da minha bondade

Todas as noites em que volto sozinha para casa, há um poste no qual se apaga a luz no exacto momento em que passo. E eu, que até nem costumo acreditar nas forças do submundo, começo a achar que o universo conspira silenciosamente contra mim, assim, em jeito de brincadeira. Devo ser uma pessoa deveras má (para que conste)!

Como quem muda de camisola

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Pelos dias que correm, vejo mil e uma hipóteses para o meu futuro. Diria até que mudam mais rapidamente do que a minha roupa, ou não fossem mesmo em grande número, mas recuso-me a fazê-lo para que não soe estranho. Contudo, dou por mim a considerar os actos de cobardia um conforto, dado que me sinto um pouco melhor ao perceber que tantos outros estão a passar pelo mesmo que eu neste momento. Pergunto-me se isto será um distúrbio de personalidade ou algo tão normal como o facto do meu pai ver numa pen drive um ser masculino.

Um conceito de vida intelectualmente agitada

Pelos dias que correm, uma vida intelectualmente agitada, pelo menos para estes lados, é sinónimo de noitadas por entre filmes, séries e seus afins; conversas com pessoas que não decoraram aquilo que tinham para dizer, tal como acontecia nos tempos de aulas; e memórias que apenas se baseiam em saber o que fiz, sem que tal esteja associado a um rígido horário, onde não fosse eu intolerante a este tipo de imposições da sociedade. Pois bem, provavelmente, seria uma boa altura para mudar a coisa e começar a estudar para os exames da segunda fase!

Benditos aqueles que sabem tomar decisões

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As decisões de maior importância são aquelas que mais me transtornam, dada a dificuldade que tenho em tomá-las. Sobretudo na fase em que habitam na minha mão todos os sonhos do mundo, por vezes incertos e distorcidos, é certo, mas para os quais conheço o caminho. No entanto, nem sempre o facto de ter a noção do trajecto me permite chegar ao destino desejado, porque coexistem ainda mil e uma outras opções para o percurso. Assim, seria oportuno questionar-me do porquê da existência de uma dificuldade, se possuo cartas, truques e triunfos, mas, no entanto, tal se torna inútil quando me apercebo das consequências de cada acto. E é aí que vive o bicho-de-sete-cabeças. Não é trabalhoso dizer “sim, eu vou fazer isto” ou “não, não vou fazer aquilo”, mas sim medir os prós e os contras daquilo que poderá ser feito.
A fraqueza da espera, do “depois eu penso nisso” e do refúgio nas futilidades do dia-a-dia, é algo geneticamente universal, que me corre no sangue naturalmente, ou não fosse o mapa d…

Birras de uma adulta (ou nem tanto assim)

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Quero ver todas as séries e filmes que por aí residem. Quero ler algo que tenha mais de 200 páginas. Quero trocar o sono e dar-lhe voltas sem fim. Quero dormir mais de doze horas por dia. Quero sol, praia e piscina. Quero sair e não voltar a horas decentes. Quero ouvir as vozes dos meus amigos durante muito tempo, sem interrupções. Quero ir em vez de ficar. E em vez de tudo isto, contrariamente ao esperado, tenho é de estudar para um teste de Matemática de última hora, que me assentou que nem uma luva (ou não)!

Constatação do dia (9)

Sinto-me bastante idiota por não saber regatear preços.

Por onde andarão os sentidos de consciência e responsabilidade característicos de uma adulta?

Eu sou uma pessoa extremamente inconsciente, ou pelo menos o pareço de quando em quando. Muitos são os dias em que ando à procura de algo em que possa participar e acabo por me esquecer de que isso me requererá tempo, tempo esse que por sinal se poderá tornar escasso em momentos carregados de motivos de força maior. Não que perca a noção da realidade, mas o espírito pouco ou muito activista que tenho acaba sempre por falar mais alto, quanto mais não seja para espantar ocasiões de tédio escrito em longas páginas. E o resultado de tudo isto revela-se em poucas horas dadas à cama e agravamentos do meu bom humor matinal, que por si só já era algo de fascinante (ou não)!

Momentos em que descubro (possíveis) tendências duvidosas

Estou numa fase da minha vida deveras atribulada e complicada, exagerada e ironicamente falando, claro está!
Dado o aborrecimento mais que comprovado, por entre os dramas infinitos com os quais me deparo dia após dia, nos momentos anteriores aos supostos estudos, questiono-me sobre o facto da assistência de um daqueles programas da tarde, em que o público diz o número de telefone dos concursos em voz alta, vezes sem conta, ser ou não uma melhor opção quando comparada com tudo o resto. Longe vão os tempos em que eu tinha disponibilidade para tudo e não me recordava de nada em que pudesse dar o corpo ao manifesto!

Histórias de gente que não sabe roubar

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As pessoas generalizam, embora que nem sempre a seu bel-prazer, mas sim porque lhes são dados motivos para tal. Claro está que não se pode atribuir o mesmo chapéu a todas as cabeças devido à diferença de medidas, mas quando a dimensão é a mesma, seria estranho se boné não assentasse.
Eu não tenho nada contra as pessoas de raça cigana, até porque já conheci um ou outro indivíduo com características individuais apreciáveis. Contudo, é frequente a associação de crimes a estes grupos, o que os pode magoar e tornar ainda menos seguidores das regras sociais.
Tudo isto porque hoje teria sido um dia normal, não fosse o quase assalto realizado por dois miúdos ciganos que se acharam gente grande por entre um conjunto de raparigas. Em contrapartida, acabaram por perceber que nada aconteceria, não por sermos valentes, mas sim porque não respondemos aos insultos bastante irritantes que nos ofereceram, o que, no final de contas, era o que eles queriam. Assim, para trás ficaram as energias guardadas …

Dramas (quase) graves

Como quem não queria a coisa, loja a loja fui explorando, expirando as preocupações típicas de quem está às portas de fazer quatro exames nacionais (sim, eu sou extremamente crente) e parti à conquista do vestido perfeito para um baile que se afirma como sendo de finalistas. Contrariando as expectativas mais pessimistas, lá consegui encontrar algo que seria o ideal se não se aproximasse dos cento e quarenta euros. Creio que esta gente do comércio anda ligeiramente à sombra se falarmos das escaldantes condições económicas do país!

Das melodias (ou da falta delas)

Já não existe simpatia pelos caminhos cá da terra, para ninguém. Os diálogos em casa, na escola e em qualquer outro sítio fugiram atrás das palavras, que também se foram. Nos Centros de Saúde, cafés e restantes serviços públicos não há quem ouça os desejos de uma pobre e deprimida (amostra de) adulta.

Caro Deus, isto de estar afónica não dá com nada!

De um Memorial

Só para que saibam, quando mencionei o objectivo de ler um livro de duas em duas semanas, não me estava a referir ao Memorial do Convento, dado que esse vai dar-me trabalho para umas quantas semanas, ou eu não me confundisse toda com os diálogos enriquecidos de vírgulas e mais vírgulas.


Claro está que o mérito de Saramago não está em aqui causa. Talvez esteja a minha compreensão, quem sabe!

Momentos em que me questiono das semelhanças genéticas entre irmãos

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O inquilino mais novo cá de casa, no auge da idade dos porquês e do fortalecimento do conhecimento (ou da invenção dele), de quando em quando, apresenta uma ou outra intervenção do género:

- Eu já sei seis planetas começados pela a letra "P": Paraguai, Peru, Paquistão, Polónia, Paróquia e Portugal.

Muitasgargalhadas partilhadas depois, acabo por me dar conta de que ter sete anos é algo deveras fascinante, quanto mais não seja pelo facto de nos "perdoarem" tudo!

Como eu adoro este miúdo!