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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

R.



Talvez esta seja uma fase em que me posso considerar suficientemente adulta para perceber que não é, definitivamente, possível ter muitos amigos. As relações dão trabalho, ponto. E nem sempre estamos dispostos a ter esse encargo, principalmente quando as pessoas não valem a pena. Mas esta não é uma boa forma de começar a coisa, não quando aquilo que se passa é exactamente o oposto.
O secundário já lá vai e, no entanto, tu ficaste, como, aliás, poucos fizeram. Agora dás-me cabo do juízo, porque és teimoso e não me ouves, levas as minhas frases sempre para o lado errado e aproveitas cada bocadinho para reclamar daquilo que eu (não) faço. Mas - e o mais importante de tudo – é que estás sempre disponível para me ouvir e ajudar, e sei que posso contar com isso, independentemente daquilo que queira dizer. Claro que também tenho amigas igualmente importantes para mim. Em contrapartida, e mesmo sendo raparigas, há coisas que apenas partilho contigo, embora sem saber bem porquê. Acho que tens noção de que agradeço por deixares que eu o faça…
Há um ano também escrevi para ti e, desde então, as nossas vidas deram mil e uma voltas. Já temos (tu tens, eu vou tendo) um esboço do futuro e vamos traçando algumas linhas para que ele se concretize, mas existe sempre o passado que, dependendo de nós, pode ou não permanecer (quase que) esquecido. E assim me dou conta que enquanto tiver pessoas especiais como tu perto de mim, vale sempre a pena dar ao passado uma continuidade no futuro, para que não fique nada por dizer ou fazer.


Muitos parabéns!

2 comentários:

Su* disse...

exactamente, há sempre quem fique e quem não fique
mas depois ha aquelas pessoas que nos dao a ilusao que vao ficar e dps saiem da nossa vida a correr

Miguel Silva disse...

Obrigado princesa ;)


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