Páginas

terça-feira, 26 de julho de 2011

O improviso é quem (mais uma vez) ganha

Os dias corriam as veias do som monocórdico do vento, até ao momento em que caiu a noite e a simples beleza do acaso. Eram caminhos banais do T2 para a praia e da praia para o T2, discussões diárias pela posse do comando da televisão, danças por entre o fogão e os duches rápidos, noites adocicadas pela pequenez do café e sonos curtos de gente grande. Era um nada que de repente se transformou num tudo.
Já a noite ia a meio no sétimo esquerdo, quando uma porta se fechou com uma chave. Dentro do quarto fiquei eu e duas companheiras: tínhamos “apunhalado” o indivíduo mais disparatado das férias, dada a sua presença (conhecida e apoiada por nós) na sala, para pregar uma partida àqueles que já mergulhavam num dos últimos sonos do dia. A partir desse instante, as noites nunca mais voltaram a ser as mesmas nestas nossas férias num segundo perdido.
Hoje dividimo-nos em tribos e passamos as primeiras horas do dia a invadir a privacidade uns dos outros, em jeito de apelarmos à privação do direito ao sono. Não temos os melhores descansos do mundo, isso é certo, mas damos as melhores gargalhadas da história das nossas vidas.


E, em jeito de curiosidade, aqui ficam as ameaças que fizeram à tribo (quase) feminina da casa: