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Das Férias Num Segundo Perdido

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Foram umas férias num segundo perdido, pois não existiu um relógio capaz de nos dizer para parar, para não viver da melhor forma que o saber nos deu. E é neste contexto que posso dizer que estas duas últimas semanas atingiram o melhor da minha vida. Sei que tenho ainda 18 anos e que não sou ninguém para falar de traquejo no que remete para a diversidade de experiências, mas sinto-me no direito de gritar aos sete ventos o quão agradável foi existir nestes últimos tempos. Cada um tem de agarrar aquilo que lhe resta.
Passaram os dezasseis dias em que estive por conta própria, sem ter de dar qualquer tipo de explicações sobre os meus desejos súbitos de acção, a viver livremente para aproveitar tudo aquilo que a Póvoa de Varzim teve para me oferecer. Além disso, junto de mim tive algumas das pessoas mais importantes da minha vida, que me ensinaram a usufruir dos momentos de formas bem mais interessantes, fazendo da diversão a melhor companhia para a passagem do tempo. A maior parte dos amig…

Dos inconvenientes

E, ao que parece, o calor das nossas noites já se faz sentir no humor dos vizinhos. Tudo isto, porque poucos de nós sabem o que é viver em algo com mais de dois andares.

O improviso é quem (mais uma vez) ganha

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Os dias corriam as veias do som monocórdico do vento, até ao momento em que caiu a noite e a simples beleza do acaso. Eram caminhos banais do T2 para a praia e da praia para o T2, discussões diárias pela posse do comando da televisão, danças por entre o fogão e os duches rápidos, noites adocicadas pela pequenez do café e sonos curtos de gente grande. Era um nada que de repente se transformou num tudo.
Já a noite ia a meio no sétimo esquerdo, quando uma porta se fechou com uma chave. Dentro do quarto fiquei eu e duas companheiras: tínhamos “apunhalado” o indivíduo mais disparatado das férias, dada a sua presença (conhecida e apoiada por nós) na sala, para pregar uma partida àqueles que já mergulhavam num dos últimos sonos do dia. A partir desse instante, as noites nunca mais voltaram a ser as mesmas nestas nossas férias num segundo perdido.
Hoje dividimo-nos em tribos e passamos as primeiras horas do dia a invadir a privacidade uns dos outros, em jeito de apelarmos à privação do direito …

Férias Num Segundo Perdido- Dia 1

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O dia começou cedo por entre os preparativos atrasados que se repartiram pelos diferentes membros do grupo, ou assim consta para que não seja eu a única afectada pelo facto, tal como é habitual devido ao meu estatuto de pessoa atrasada. Posteriormente, seguiu-se o transporte, quase que infindável, da bagagem para os próximos dias, que por si só acabou por se revelar uma tarefa árdua, mesmo tendo em conta o número de pessoas.






Os restantes momentos deram lugar ao esvaziamento usual das malas, embora este tenha divergido entre géneros, ou não ficassem as mochilas dos rapazes espalhadas (e cheias) na sala, devido à força das circunstâncias, e as peças femininas organizadas cuidadosamente, traduzindo cenários deste género:



Não fosse o nevoeiro e o dia haveria de ter sido bem mais interessante. No entanto, melhores ventos se esperam para as vinte e quatro horas de amanhã.

Férias Num Segundo Perdido

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Por mais que eu goste dos meus pais e do mais novo inquilino cá de casa (a quem, muito carinhosamente, chamo de irmão), não consigo deixar de me sentir entusiasmada perante o que se aproxima em passos rápidos e a poucas horas de distância. No final de contas, não é todos os dias que tenho a oportunidade de passar duas semanas fora das asas dos progenitores, de forma a fazer tudo aquilo que bem entender, sem qualquer tipo de regras ou restrições (salvo aquelas impostas por mim mesma, claro está). Escusado será dizer que esta minha ansiedade em muito se assemelha à de um adolescente de 16 anos, ao perceber que os pais adormeceram e a janela do quarto facilmente se abrirá.
E, em jeito de melhorar a coisa, sempre tenho a companhia de uns maravilhosos amigos (ou amigos dos amigos), com quem partilharei emoções, sentimentos e um humilde T2. Não fosse a falta da melhor cozinheira do grupo e companheira dos meus longos passeios de bicicleta, e o cenário estaria perfeito.
Tudo isto para ilustra…

Das minhas (quase) férias

Se há coisa que me desperta a futilidade é o facto de eu ter de preparar malas. Vai-se lá saber porquê, mas ele é roupas que definitivamente preciso, objectos para qualquer eventualidade e coisas das quais eu já nem me lembrava ter em posse. Torna-se demasiado complicado escolher algo cujo uso apenas dependerá do meu instinto diário, ou não fosse eu adepta da desorganização e da filosofia do “é aquilo que calhar”. Tudo isto para dizer que uma mala que, aparentemente, parecia gigante, já tomou proporções demasiado reduzidas para o meu gosto e para a minha atitude (pouco) prática.

Férias, férias e férias

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Três semanas, um dia e quinze horas: eis o tempo que falta para uma das melhores férias de sempre. O plano é simples, quase que inexistente: doze amigos, um T2, confusão diária, lides domésticas sem pés nem cabeça, praia, sol, noites sem fim e tudo aquilo que o futuro tiver para nos oferecer. Não fosse o maldito exame de Matemática e os outros que a ele se seguem, e já eu estaria a preparar as malas (isto sem qualquer tipo de exagero, dado o meu entusiasmo no que respeita a estes acontecimentos)!


Venha de lá esse exame!