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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

#10 LETTER TO SOMEONE YOU DON'T TALK AS MUCH AS YOU'DE LIKE TO


Os dias são passados por entre correrias tuas e atrasos meus, pelo que acabámos por nos cruzar durante breves segundos no início de tudo isto. Posteriormente, os passos levam-nos para onde temos de ir, para um mais além que nos impossibilita de estarmos juntas. Quando a noite começa, falamos um pouco ao jantar, naqueles momentos em que o podemos fazer. Tudo o resto vem por acréscimo, assim como o facto de sabermos que no fim-de-semana tudo será melhor.
Por vezes, sinto falta das nossas conversas de mulher, das nossas diferenças e das nossas discussões tão saudáveis. Sinto falta de te dizer como foram os meus dias, como espero que corram tantos outros e de ouvir os relatos dos teus. Sinto falta de coisas tão simples mas que, quando ausentes, tornam tudo tão complicado. Claro está que também recordo com sorriso os teus amuos, as tuas exageradas preocupações e o teu apurado sentido de humor. Talvez seja isto que me faz lamentar o facto de não poder dedicar-te tanto tempo quanto gostaria. Contudo, espero um dia poder construir uma nova realidade, na qual tu te fartarás de ser a minha progenitora, embora tenha a noção de que isso dificilmente acontecerá, ou não fosses tu a melhor mãe do mundo.

5 comentários:

AnaRi disse...

Obrigada, espero que sinta (:
Que lindooo, o que eramos sem as nossas mães ?

Cátia Mourisca disse...

LINDO, MESMO!

Felina disse...

Adorei... pena que nem todas tenhamos relações dessas com as próprias mães!
Beijo!

Catarina A disse...

Adorei esta carta! Está linda :)

Miguel Silva disse...

Uma carta sentida para uma das pessoas responsáveis por nos trazer ao mundo.
Bem elaborada, gostei.