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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

#6 LETTER TO A STRANGER


De si, apenas guardo as memórias das histórias contadas no lugar sentado de um autocarro. Relatos do que foi, do que fez e de quem ajudou a ser; relatos de gente que já viveu mais tempo do que o próprio tempo consegue contar; relatos de uma vida que também poderia ser a minha.
Os cabelos brancos, as rugas e os olhos bem abertos por entre a pele endurecida pelo passar dos dias, são suficientemente convincentes, de maneira a que me apercebo dos quão sábios são os seus pensamentos, palavras e emoções. Sinto que sabe viver, em jeito de quem já passou por muito, mas mantém o olhar de inocência com que viu o mundo pela primeira vez. Sinto que sabe sorrir, em jeito de quem já chorou tanto ao ponto de aprender a contornar tal gesto. Sinto que sabe quem sou, em jeito de desconhecida que tem noção dos meus limites.
Todas a viagens têm destino, sejam elas as nossas vidas ou os simples trajectos de autocarro. Contudo, mantenho a esperança de me voltar a sentar ao seu lado para, assim, ouvir mais uma memória que também passará a ser minha.

10 comentários:

Pi disse...

ainda bem que gostaste :$

Cátia Mourisca disse...

lindoooo ;)

Mariana disse...

Voltar ao que era não..
mas obrigada! :)

Filipa disse...

Tá muito bonita a tua carta, no autocarro ouve-se de tudo :)
Sim dói sempre mas umas vezes mais que outras :s

Sara Vanessa - Shazinha disse...

Oi amiga...

Passando para falar que já tem video novo lah no meu blog!!!!

bjos

@sara_van

Catarina Sofia disse...

As pessoas envelhecem e partem, e isso dói.
Mas também nos fazem felizes pelos instantes que passam por nós e pelas suas conversas.
Gostei (:

Catarina Sofia disse...

Se a distância não fosse um problema de quase todos, estávamos mais felizes..

joana amorim disse...

completamente!
a monotonia não faz bem a ninguém :p

Catarina A disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Catarina A disse...

A velhice é um posto, sabem muito mais da vida do que nós, o que faz com que lhe dêem muito mais valor ;)
Ás vezes gostava de ter a paixão de viver que muitos idosos têm, e agarrar-me a ela com a mesma força que eles !
Beijinhos *