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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Nas palavras do meu silêncio


Deixei-me estar,
Como se nada mais houvesse.
Escondi as palavras por entre um mar
Que o silêncio quis que eu fizesse.

Um silêncio ao qual me rendi,
Não por querer, não por ambicionar,
Mas porque nele existi,
Descobri um "onde" para ficar.

Nada de perguntas, apenas todas as respostas.
Dadas por mim, dadas pelo vento.
Nada de vozes, apenas palavras silenciosas.
Em cada esquina do momento.

Um silêncio tantas vezes incompreendido,
Por entre melodias, por entre sons.
Um silêncio jamais esquecido,
Pelas diferenças e dons.

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