Páginas

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Só queria estar, nada mais

Não quis chorar, não quis sorrir,
Apenas desejei estar quando não ambicionava sentir.
A indiferença era um caminho fácil,
Ou pelo menos parecia
Quando nada restava,
Quando a ferida crescia.
Uma probabilidade? Uma ilusão?
Era a única hipótese que abraçava a mão,
Quando nada mais existia,
Assim que tudo o resto morria.

Aos que conseguem ver com indiferença alguém que outrora fora importante por mais forte que seja a dor causada por isso.

1 comentário:

Anónimo disse...

Estar. Todos tentamos estar, mas nunca conseguimos mais do que um mero ficar. E assim o estar nunca se realiza, concordo com o título