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terça-feira, 27 de abril de 2010

Presa


A vida desmontada em quadrados,
Tudo aquilo que conseguia ver.
Severos metais que corrompem a pele,
Das impostas grades de um ser.

Empurrou, espezinhou, gritou até,
Para que ouvissem, para que libertassem.
Ausente a resposta em toda a maré,
Presentes as correntes em todos os que amassem.

Num olhar pretensioso,
Mil e um motivos para ficar,
Nas partidas que o tempo lança,
A alma presa que não mais pode voltar.

A todos aqueles que se libertaram de algo que já teve a capacidade de os prender.

1 comentário:

Anónimo disse...

O corpo volta, mas a alma, essa fica lá sempre...