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sexta-feira, 30 de abril de 2010

Hoje sei


"Saudade é amar um passado que ainda não passou, é recusar um presente que nos magoa, é não ver o futuro que nos convida." (Pablo Neruda)


Poderia perder-me a mim mesma, como tantas vezes o fiz. Poderia perder isto e aquilo, aqui ou até mesmo ali bem longe, agora ou noutro dia qualquer, mas jamais poderia ter-te perdido.
O presente implica um hoje bastante diferente do do passado, um hoje ao qual tu não mais pertences. O presente pode ter um descrição sarcasticamente simples: os segundos repetem-se sem sentido, como que mecanizados; mil e um caminhos se impõem durante o meu percurso, mas falta a tua presença para que possa decidir por qual devo seguir; dezenas de sentimentos completamente diferentes me abraçam, dizendo-me bem baixinho ao ouvido que partiste, dizendo-me que partiste e não voltarás mais.
Muitas vezes ouvi a palavra "saudade" e sempre tive uma básica ideia do seu significado, mas hoje sei o que ela realmente transmite . Sei-o quando acordo e não estás mais no teu quarto, para que eu te possa dizer "bom dia", sei-o sempre que uma mão fica vazia na compra dos presentes de Natal, sei-o quando tenho vontade de falar e não tenho ninguém disposto a ouvir, sei-o sempre que choro e tu não estás perto para me despertares o sorriso.
Apenas alguém como tu me poderia fazer passar por tudo isto, apenas alguém que eu realmente amo me poderia fazer sentir a saudade da qual toda a gente fala. Sinto-me cansada de tanto relembrar as tuas lágrimas, pois também elas hoje me doem, apesar de já não sentires qualquer tipo de sofrimento. Não te quero apagar da minha vida, pois a construíste, tal como eu. Apenas quero relembrar o teu bonito sorriso, para poder sorrir também.


À Estrelinha mais brilhante...

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