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domingo, 11 de abril de 2010

Falta.

As perguntas sem resposta continuam cá dentro, dentro do meu coração, dentro do meu corpo, dentro de mim. O meu receio passou a ser uma certeza, pois sei que as questões serão cada vez mais, cada vez mais fortes, cada vez mais notáveis, cada vez mais constrangedoras, e apenas porque tu estarás mais perto, mas mais longe também.
Não consigo viver muito bem com tantas dúvidas, com tantas percas de rumo durante o caminho. Ao pensar em tudo isto, comparo a minha vida a um puzzle, como que usando uma metáfora digamos assim, pois embora este possua muitas peças, as mesmas jamais farão sentido umas sem as outras e a minha existência por cá é isto mesmo, embora eu tenha mil e um assuntos para tratar, mil e um objectivos e mil e um desejos, nenhum deles fará sentido se eu não conseguir conjugá-los, nenhum deles será realizado se eu estiver com a minha mente noutro que ficou por realizar.
Cansaço, desilusões, percas... Alguns factores encontro para dar o passo final e duas opções me são apresentadas: observar nitidamente o puzzle sem uma das suas peças, ou encontrar uma peça que ofereça um novo sentido ao puzzle. Por incrível que pareça, encontro sempre uma terceira opção, aquela que me faz ficar para trás, aquela que magoa, aquela que me diz que o puzzle apenas pede a parte que lhe falta.
Fraquezas estúpidas.

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