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segunda-feira, 29 de março de 2010

Os segundos do adeus



Não deverias ter partido assim. Deverias ter partido com um sorriso no rosto, deverias ter partido e levar-me de mão dada contigo, deveríamos ter partido as duas a sorrir.
Viveste em sofrimento convivendo com a injustiça, como que dizendo adeus a cada segundo que passava; dizendo adeus ao céu, ao sol, às flores, ao mar e aos rios; dizendo adeus a todas as pessoas que amavas, por quem darias a vida se tal fosse necessário; dizendo adeus a ao teu corpo, a tudo aquilo que sentias, a ti.
Hoje voltei a recordar a tua partida, revivendo um pouco da dor que senti naquele momento, dor essa que ainda permanece no meu coração por não mais te poder ter aqui comigo, simplesmente porque toda a tua luta foi feita em vão. Lutaste, não lutaste? E para quê? A recompensa recebida por toda a tua luta não foi a tua vida, foi, e isso sim, a tua dolorosa partida. Sei que já não te posso voltar a ter aqui comigo, mas isso não significa que aceite a forma como partiste, pois se tal dissesse estaria a mentir profundamente, algo que não seria capaz de fazer, não a ti.
Fico contando os segundos para voltar a dar-te a mão, para voltar a passear contigo, mesmo que os nossos caminhos sejam agora as nuvens brancas do céu. Quando tudo isto acontecer, deixarei de sentir medo, pois saberei que te terei nos meus braços para todo o sempre, não mais te poderei voltar a perder.

À "Estrelinha" mais brilhante...

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