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sábado, 21 de agosto de 2010

Teoria: Os nomes do B.I. para nada servem


Por estes lados, numa vila relativamente grande e com elevado excedente populacional, quando me querem informar de algo sobre alguém, são estes os pontos focados:

a) "Aquele do carro azul com um grande risco na traseira."

Geralmente, não olho para os carros quando eles passam nas ruas, muito menos para ver quem está dentro.

b) "A rapariga que costuma andar sempre com o telemóvel na mão."

Questiono-me sobre o facto de hoje em dia quase todos os adolescentes andarem com um dito aparelho na mão.

c) "A filha da cunhada da Francisca."

Há já algum tempo que não acompanho a descendência que aqueles que moram perto de minha casa deixam no mundo.

d) "O senhor que anda sempre de calções azuis."

Esta é demais. São raros os dias em que observo atentamente a roupa das pessoas. Habitualmente, só reparo mesmo nos pormenores que não devo.

Tendo em conta que nenhuma das alíneas é suficientemente esclarecedora, das duas, uma: ou usam nomes, ou continuo na insignificância para algo que em nada mudaria a minha vida.
Há dias em que preferia viver naquelas grandes cidades em que as pessoas pouco se conhecem. Talvez evitasse momentos de pouca cultura, nos quais sinto que não pertenço a este lugar.

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