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segunda-feira, 19 de abril de 2010

Grito do silêncio



Também o silêncio me grita, também o silêncio me destrói e corrompe. Valerão as palavras?

* * *

O tempo passa. O silêncio continua a ser a única coisa que nos une, pois este grita bem alto sempre que a proximidade entre nós aumenta. Julguei que o movimento regular dos ponteiros do relógio alterasse este facto e o exterminasse, de uma vez por todas, mas tal jamais se verificou.
Provavelmente, uma dor prolongada jamais deixará de ser dor, uma angústia prolongada jamais deixará de ser angústia e um silêncio prolongado jamais deixará de ser silêncio. Quando queremos e desejamos algo, devemos lutar para que tal aconteça, isso é certo, mas existem factos que rejeitam qualquer alteração, existem dúvidas que impedem qualquer luta. As lutas apenas se justificam quando os sorrisos emergem e quando as lágrimas se contêm.

A alguém muito genuíno. A ti.

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