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Dramas de uma adolescente em pré-maioridade (3)

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Aqui há uns tempos, na altura em que a gripe A tinha destaque em todos os meios de comunicação social, eu lá cedi à moda, pelo que a esta se seguiu uma pneumonia. Assim, eis que fui presenteada com uma semana de férias forçadas agregada ao direito às refeições na cama e tudo (o que, diga-se de passagem, tornaria aqueles dias perfeitos, não fossem as dezenas de lenços espalhados pelo quarto). Desta feita, novos hábitos se predispuseram em mim, assim como os horários impostos pelo Ruca.
Nos dias que correm, sempre que o frio aperta cresce no meu foro interior a vontade de assistir às aventuras deste desenho animado tão fofinho, ou não fosse ele um dos poucos resistentes neste mundo infantil que se encontra desgraçado pelas cores escuras e as histórias parvas.


Volvidos 17 anos e só agora me deu para isto. Ele há coisas do diabo!

Décimo Quarto Dia- N, de Natal

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Porque estão próximos os dias em que a infância voltará a ser o meu presente.

Nono Dia- I, de Infância

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Brincava tanto e pensava tão pouco. Talvez por isso possa dizer que tive uma infância feliz. Hoje recordo-a e sinto que cada bocadinho valeu a pena.

Momentos em que desespero (honestamente falando)

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Há algum tempo atrás, quando eu era mais pequena, houve um dia trágico que me marcou profundamente. E não, não foi a morte do meu gato e muito menos uma queda um tanto ao quanto atribulada, pois com isso já eu estava habituada a viver. Foi, e isso sim, o momento em que engoli uma espinha de chicharro! Uma coisa normal, pensam vocês, mas na inocência daquela idade pensei verdadeiramente que ia morrer, dado que o meu subconsciente me jurava a pé juntos que ela estava encravada na minha garganta, o que foi posteriormente contrariado pelos médicos, como é óbvio! E já agora, os dias que se prosseguiram não foram, de todo, os mais amistosos de se viver.
Contudo, embora o tempo tenha passado e a minha maturidade tenha evoluído, ainda hoje demoro séculos a comer uma simples posta de peixe. E aí pergunto: será que os traumas algum dia haverão de contribuir para que a normalidade abunde na minha pessoa?

Dizem eles que é o "regresso às aulas"

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Por esta altura do ano, é mais que comum o facto das palavras “regresso às aulas” pertencerem ao slogan de qualquer tipo de campanha publicitária. Mesmo que o produto de nada sirva para o efeito, aqui está a desculpa ideal para incentivar o consumidor a comprar isto ou aquilo.
Começam também as risadas de entusiasmo entre as crianças, as lágrimas de alegria pelo material novo e a contagem decrescente para o primeiro dia de aulas. E eu que o diga que tenho de ouvir o meu irmão com comentários do género: “e se depois os livros esgotam?”, ou “não quero o caderno do Ruca, quero o do Homem Aranha”, ou ainda “este ano os meus trabalhos vão ser mais difíceis, achas que preciso de uma máquina de calcular?” (isto tendo em conta que vai para o 2º ano e tem que exercitar o raciocínio, não o uso deste tipo de aparelhos).
No meio de tantos alaridos, festas e quantias ganhas pelas diversas indústrias, eu pergunto: onde está a magia do regresso às aulas que eu sentia há alguns anos atrás? Pois bem, go…

Dos travessões, fitas e borrachas de cabelo

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Hoje lembrei-me de algo que vem ao encontro do último post. Não sei se aconteceu convosco, mas pelo menos comigo foi assim. Como qualquer criança, não era quem decidia a roupa que vestia (até aqui, tudo bem), mas claro que nunca na vida poderia escolher o meu penteado (nada de anormal). Contudo, eu e a minha mãe nunca tivemos gostos semelhantes no que respeita à maneira como arranjamos os cabelos (aqui está o problema) e isso fez com que eu produzisse algumas birras na infância.
Começando pelo mais sóbrio, muitas foram as vezes em que me sujeitei às tranças, aos rabos-de-cavalo e aos cabelos soltos. Mas era em situações mais complexas e trabalhadas, que eu resmungava. Fossem os dois totós (um de cada lado) que amarravam o cabelo, como se tivéssemos algo que não era nosso (refiro-me, pois está claro, às partes frontais de certos animais); os ziguezagues de cabelos amarrados não sei onde por dezenas de molinhas em forma de borboleta; ou até mesmo os puxos com mil e um travessões brancos;…

Isto fica só entre nós...

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Definitivamente, tive um problema que ficou mal resolvido no passado. De quando em quando, ele volta para me dizer que ainda existe uma criança por entre a minha personalidade adolescente. Até já pus a hipótese de, na infância, ter desejado algum brinquedo que não me foi oferecido, e por isso ter ficado com mais uma estranha e até traumática paixão dentro de mim.
Sejam bolsas, camisolas, casacos ou, na pior das hipóteses, aqueles peluches grandes de que toda a gente gosta, desde que tenham como estampado ou formato os bonecos da Disney, eu identifico-me no momento com eles. Inclusive, o meu bolo do 17º aniversário, como que por brincadeira (e só mesmo por isso), teve um estampado desse género.
Ora então, hoje entrei numa loja oficial da Disney e senti-me completamente em casa. Estava um pouco mais pequena, com menos dentes e totalmente vestida de cor-de-rosa. Viajei no tempo, embora só tenha velejado na minha memória para que isso acontecesse.


P.S.- E já agora, por jeito de curiosidade,…