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Depois do primeiro emprego, vem sempre a primeira demissão

Depois de uma semana sem vida social e sonos daqueles que me fortalecem como gente, apresento-me de volta à minha vidinha antiga, ou não fossem as compensações monetárias precárias perante as minhas últimas 114 horas de trabalho. Obviamente tinha consciência de que haveria de abdicar de alguns dos bons momentos da minha vida, e estaria diposta a isso, mas quando se trata de esquecer todos os projectos que me realizam enquanto ser humano, o cenário muda de figura. Escusado será dizer que depois do primeiro emprego, vem sempre a primeira demissão!
Comigo tenho agora mais uma colher de maturidade, uma chávena de experiência, um copo de bons momentos e uma caneca de memórias de pessoas que valeu a pena conhecer. No final de contas, e apesar dos factos incompatíveis com os meus planos pessoais futuros, repetiria tudo se pudesse decidir outra vez.

Noites que (agora) se pintam de branco

A vida é demasiado curta para se ver um filme duas vezes. Ou pelo menos, assim consta neste meu pensamento de adulta por obrigação, embora tenha uma amiga que o contradiz, dado que, por exemplo, viu as duas temporadas da série “Diários de Vampiro” no computador para depois rever na televisão, apenas porque, segundo ela, “era diferente”. Há gente mesmo estranha, não há? Isto tendo em conta o facto de ela vir a ler a constatação em causa...
Mas dada a efemeridade da vida, e considerando o esgotamento de conteúdo audiovisual aproveitável do meu computador, pergunto-me se me terei de alimentar de repetições, como certos seres, ou não fosse eu uma daquelas pessoas que são a excepção à regra no que remete para a posse de internet ilimitada (tenho uns pais tão queridos). Tudo isto porque o meu conceito de utilidade durante a passagem do tempo é deveras duvidoso, como apoiam as noites passadas por entre o computador, numa tentativa (talvez falhada) de enriquecimento cultural, através de filmes…

Momentos em que duvido da minha bondade

Todas as noites em que volto sozinha para casa, há um poste no qual se apaga a luz no exacto momento em que passo. E eu, que até nem costumo acreditar nas forças do submundo, começo a achar que o universo conspira silenciosamente contra mim, assim, em jeito de brincadeira. Devo ser uma pessoa deveras má (para que conste)!

Dos inconvenientes

E, ao que parece, o calor das nossas noites já se faz sentir no humor dos vizinhos. Tudo isto, porque poucos de nós sabem o que é viver em algo com mais de dois andares.

Como quem muda de camisola

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Pelos dias que correm, vejo mil e uma hipóteses para o meu futuro. Diria até que mudam mais rapidamente do que a minha roupa, ou não fossem mesmo em grande número, mas recuso-me a fazê-lo para que não soe estranho. Contudo, dou por mim a considerar os actos de cobardia um conforto, dado que me sinto um pouco melhor ao perceber que tantos outros estão a passar pelo mesmo que eu neste momento. Pergunto-me se isto será um distúrbio de personalidade ou algo tão normal como o facto do meu pai ver numa pen drive um ser masculino.

Birras de uma adulta (ou nem tanto assim)

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Quero ver todas as séries e filmes que por aí residem. Quero ler algo que tenha mais de 200 páginas. Quero trocar o sono e dar-lhe voltas sem fim. Quero dormir mais de doze horas por dia. Quero sol, praia e piscina. Quero sair e não voltar a horas decentes. Quero ouvir as vozes dos meus amigos durante muito tempo, sem interrupções. Quero ir em vez de ficar. E em vez de tudo isto, contrariamente ao esperado, tenho é de estudar para um teste de Matemática de última hora, que me assentou que nem uma luva (ou não)!

As eleições vistas por alguém que se considera grande

Hoje foi a primeira vez que votei nesta minha tão curta vida. A sensação foi boa, devo admiti-lo, mas um pouco melhor do que eu imaginava, dado que julguei estar a fazer algo pelo país.
Fiquei também a conhecer os diversos motivos que levam as pessoas a desenhar uma determinada cruz num sítio específico, aquando da sua ida às urnas de votação. Enquanto uns votam nos partidos com menor dimensão política para que os mais fortes não vençam às suas custas, outros, porém, oferecem o seu voto por tradição, contradizendo ainda aqueles que se deixam ficar por casa, sem exercerem o seu direito.
Sei que a minha paixão pela política é quase nula, mas tenho a consciência dos meus deveres enquanto gente grande (ou não). Assim, votei com o mínimo de conhecimento e poderei reclamar perante tudo aquilo que possa ser feito.



Bendito seja o meu ego, que já cresceu uns milímetros!

Do meu ex-calcanhar de Aquiles

Ele olhou para mim, eu olhei para ele. Oclick fez-se ouvir e mantemo-nos em silêncio durante breves minutos, como que a desfrutar o momento. O espelho dizia tudo, não seriam necessárias mais palavras quando uma imagem era o suficiente. Depois de percorrer uns quantos shoppingsnumas quantas cidades, foi assim que percebi que finalmente tinha encontrado um vestido para o bendito baile de finalistas!


Obrigadinha aí em cima por este milagre!

Por onde andarão os sentidos de consciência e responsabilidade característicos de uma adulta?

Eu sou uma pessoa extremamente inconsciente, ou pelo menos o pareço de quando em quando. Muitos são os dias em que ando à procura de algo em que possa participar e acabo por me esquecer de que isso me requererá tempo, tempo esse que por sinal se poderá tornar escasso em momentos carregados de motivos de força maior. Não que perca a noção da realidade, mas o espírito pouco ou muito activista que tenho acaba sempre por falar mais alto, quanto mais não seja para espantar ocasiões de tédio escrito em longas páginas. E o resultado de tudo isto revela-se em poucas horas dadas à cama e agravamentos do meu bom humor matinal, que por si só já era algo de fascinante (ou não)!

Das coisas que me fazem urticária

O cúmulo dos cúmulos é passar quase um dia inteiro no shooping à procura de algo parecido com um vestido para o baile de finalistas e sair de lá de mãos a abanar. Melhor ainda é o facto de faltarem três semanas para o dito cujo e grande parte do tempo estar, desde há muito tempo, guardado para coisas bem mais importantes. De uma coisa estou certa, selectividade é algo que não falta por estas bandas!



Como eu adoro isto!

Momentos em que descubro (possíveis) tendências duvidosas

Estou numa fase da minha vida deveras atribulada e complicada, exagerada e ironicamente falando, claro está!
Dado o aborrecimento mais que comprovado, por entre os dramas infinitos com os quais me deparo dia após dia, nos momentos anteriores aos supostos estudos, questiono-me sobre o facto da assistência de um daqueles programas da tarde, em que o público diz o número de telefone dos concursos em voz alta, vezes sem conta, ser ou não uma melhor opção quando comparada com tudo o resto. Longe vão os tempos em que eu tinha disponibilidade para tudo e não me recordava de nada em que pudesse dar o corpo ao manifesto!

Histórias de gente que não sabe roubar

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As pessoas generalizam, embora que nem sempre a seu bel-prazer, mas sim porque lhes são dados motivos para tal. Claro está que não se pode atribuir o mesmo chapéu a todas as cabeças devido à diferença de medidas, mas quando a dimensão é a mesma, seria estranho se boné não assentasse.
Eu não tenho nada contra as pessoas de raça cigana, até porque já conheci um ou outro indivíduo com características individuais apreciáveis. Contudo, é frequente a associação de crimes a estes grupos, o que os pode magoar e tornar ainda menos seguidores das regras sociais.
Tudo isto porque hoje teria sido um dia normal, não fosse o quase assalto realizado por dois miúdos ciganos que se acharam gente grande por entre um conjunto de raparigas. Em contrapartida, acabaram por perceber que nada aconteceria, não por sermos valentes, mas sim porque não respondemos aos insultos bastante irritantes que nos ofereceram, o que, no final de contas, era o que eles queriam. Assim, para trás ficaram as energias guardadas …

Espera Só Um Segundo (ou não)!

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Durante uma época que se quer cheia de trabalhos, enriquecida de testes, possuidora de aulas extra que nem sempre servem para conseguir um conhecimento necessário aquando dos exames e a transbordar horas em dívida para com a cama, chegada é a altura de declarar que gostaria de ter mais tempo e paciência para escrever neste meu cantinho. Claro está que tal se torna impossível quando adormeço sem ter isso como intenção e mesmo antes de efectuar acções como terminar trabalhos de casa, preparar a mochila para o dia seguinte e tomar um bom banho que, sendo assim, fica adiado para a manhã do dia seguinte, condicionando atrasos capazes de me mostrarem que os autocarros não esperam um único segundo!

Dramas (quase) graves

Como quem não queria a coisa, loja a loja fui explorando, expirando as preocupações típicas de quem está às portas de fazer quatro exames nacionais (sim, eu sou extremamente crente) e parti à conquista do vestido perfeito para um baile que se afirma como sendo de finalistas. Contrariando as expectativas mais pessimistas, lá consegui encontrar algo que seria o ideal se não se aproximasse dos cento e quarenta euros. Creio que esta gente do comércio anda ligeiramente à sombra se falarmos das escaldantes condições económicas do país!

Dos Amigos Estranhos

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Todos temos um(a) amigo(a) com espírito revolucionário que consegue despertar em nós um lado violento no decorrer da mais simples conversa, desde que esta envolva qualquer tipo de tema político, claro está! Como tem vindo a fugir para o hábito, eu não sou a excepção à regra, tal a convivência com uma jovem adolescente que não tem mãos a medir no que respeita ao conhecimento das ideias de cada partido e das medidas tomadas pelo governo, e à demonstração dos seus pontos de vista perante quem a rodeia, como se estes se tratassem de alguém que as pode colocar em prática. É algo que tanto tem de extraordinário como de sobrenatural, garanto-vos!
Pois bem, nestes últimos tempos da minha vida que são os primeiros da maioridade, tem-me sido apelado por ela um voto consciente que, como é óbvio, resultará da assistência a debates e seus parasitas, desde o momento presente. Escusado será dizer que, com muita lástima minha, o meu nível de interesse por esta espécie de assuntos atinge uma fasquia d…

Numa só palavra: um estado lastimável

Primeiro a ponta do dedo, depois o calcanhar, vagarosamente, não vá a coisa correr mal. Primeiro o pé esquerdo, depois o direito, e muito lentamente em jeito de quem experimenta. Sem dar um passo maior do que a própria perna, é assim que se encontra uma solução. Tudo isto para me conseguir transportar até à divisão mais próxima, ou não tivesse eu encarnado a personagem de chica-esperta no ginásio!

O FMI visto por quem não percebe nada do assunto

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São agora descobertos os novos heróis, dizendo ser os bons da fita e lançando nas bocas do povo a boa-nova. Esta, por sua vez, baseia-se fundamentalmente nos tesouros infelizes escondidos por entre as dívidas do governo e de um primeiro-ministro que se vê, assim, atacado por lados que nem sabia que existiam. Desde os partidos que fazem as manchetes dos jornais e noticiários até aos mais recentemente formados, todos aproveitam para fazer campanha e ter os seus breves minutos de fama e protagonismo.
E é no meio dos sonhos adiados para daqui a três anos que ficam aqueles que lutam diariamente, fazendo das lástimas e reclamações as armas que apelam à democracia e que tanto os ajudam a assumir algo que se assemelhe a uma posição nesta tão apreciável sociedade. Talvez um dia consigam novos meios para novas batalhas, ou talvez não…
O futuro será um palco cujas personagens se farão mover pelas regras impostas por um simples Fundo Monetário Internacional, onde de pouco valerão os protagonismo…

Das melodias (ou da falta delas)

Já não existe simpatia pelos caminhos cá da terra, para ninguém. Os diálogos em casa, na escola e em qualquer outro sítio fugiram atrás das palavras, que também se foram. Nos Centros de Saúde, cafés e restantes serviços públicos não há quem ouça os desejos de uma pobre e deprimida (amostra de) adulta.

Caro Deus, isto de estar afónica não dá com nada!

De um Memorial

Só para que saibam, quando mencionei o objectivo de ler um livro de duas em duas semanas, não me estava a referir ao Memorial do Convento, dado que esse vai dar-me trabalho para umas quantas semanas, ou eu não me confundisse toda com os diálogos enriquecidos de vírgulas e mais vírgulas.


Claro está que o mérito de Saramago não está em aqui causa. Talvez esteja a minha compreensão, quem sabe!

Como o tempo é aproveitado por estes lados

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As horas do almoço têm sido passadas por entre cálculos mentais, melhorias de estratégias e rizadas minhas por entre as caras sérias das minhas amorosas (ou não) companheiras de jogo. Escusado será dizer que os tempos de estudo por entre as horas das refeições pairam lá, bem longe por entre o infinito do horizonte.

E eu a pensar que não gostava de jogar à Sueca!