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Tu

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Desejava ter dito mais cedo o quanto gostava de ti, mas não o fiz. E porquê? Por pura e simples estupidez e porque tive medo de demonstrar aquilo que sentia, acabando assim por me arrepender, como outrora fiz. Nem tão perto ambicionei uma aproximação que me levasse à tua amizade, embora não saiba explicar bem a razão de tudo isso. E hoje estou aqui, a relembrar toda esta trapalhada. Sim, uma trapalhada, um capricho orgulhoso que acabou por me prejudicar.

Não me arrependo de te ter dito tudo aquilo naquela noite, apenas me arrependo de não o ter mencionado em momentos anteriores. Agora, agora nem mesmo o tempo me desmente o facto de ser demasiado tarde. E talvez ele tenha razão e saiba o que é melhor para nós. Talvez ele me leve todas estas memórias. Era tudo o que eu pedia.

Extintas

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Sou suficientemente fraca para não ser capaz de desistir de um momento para o outro, sou exageradamente orgulhosa para não ter a capacidade de insistir e sou minimamente cautelosa para perceber quando devo parar.
Gosto de ti, simplesmente e no verdadeiro sentido do verbo gostar, mas apenas e só. Um só que é tanto, um só que é muito, um só que acaba por nada ser por entre o verdadeiro sentido da palavra Amor. Um só desconhecido, um só por explorar e um só surpreendentemente absurdo.
Existiram momentos em que preferi deixar-me levar pelo sabor do tempo, momentos em que desejei que tudo fosse momentâneo, momentos esses estranhamente passivos. Mas nada se extinguiu.
Tinha de ouvir cada palavra de ti e só de ti. Tinha de saber tudo de ti e só de ti. Assim foi e ainda hoje não me arrependo.
A alguém verdadeiramente muito genuíno.