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Da lástima em que fico quando penso que também já fui assim

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As crianças e as pessoas que não estão no seu ciclo de encontros diários são uma combinação explosiva. Até dói quando assistimos a ela, ou não fosse o ambiente natural para os miúdos se exibirem e darem a conhecer o nome de cada um dos seus brinquedos, o número de golos marcados durante um jogo de futebol entre indivíduos (menores) de diferentes sexos, a morada dos seus amigos e todos aqueles pormenores extremamente importantes das suas vidas. E acreditem que tudo isto só se torna realmente doloroso quando acontece de 24 em 24 horas com o inquilino mais novo de nossa casa!

Como quem muda de camisola

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Pelos dias que correm, vejo mil e uma hipóteses para o meu futuro. Diria até que mudam mais rapidamente do que a minha roupa, ou não fossem mesmo em grande número, mas recuso-me a fazê-lo para que não soe estranho. Contudo, dou por mim a considerar os actos de cobardia um conforto, dado que me sinto um pouco melhor ao perceber que tantos outros estão a passar pelo mesmo que eu neste momento. Pergunto-me se isto será um distúrbio de personalidade ou algo tão normal como o facto do meu pai ver numa pen drive um ser masculino.

Uma ligeira queda para o desastre

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Depois de chorar sobre a água derramada por entre as teclas do meu portátil, dou por mim com saudades de visitar este mundo virtual, ou não fosse a espera por um teclado novo demasiado prolongada. Nesta sequência, apresento as minhas desculpas por não vos ter visitado nos últimos tempos e espero poder fazê-lo em breve. De momento, lanço no ar do meu cómodo quarto a dúvida subjacente ao exame de Português de amanhã. Entre as diferentes matérias, venha o diabo e escolha, já que eu não o posso fazer, pois se tivesse essa oportunidade, seriam Pessoa e os seus dramas a ilustração daquelas tão admiráveis (ou nem tanto assim) páginas. Resta-me, desta forma, desejar a todos aqueles que viram os seus últimos dias passados por entre a mediatriz dos livros escritos na nossa língua, uma badalada de sorte e outra de perspicácia.

Conversas de Irmãos

Ele: Domingo tenho uma festa.
Eu: Ai sim? De quem?
Ele: Da Rafaela (namorada, dado que no jogo do” beijo ou estalo” que lá jogam na escola, ela escolheu beijo).
Eu: E já sabes que prenda lhe vais dar?
Ele: Sei lá, talvez uma boneca! As raparigas gostam disso!

Como já deu para perceber, na plenitude dos seus 7 anos, o meu irmão percebe bastante do sexo oposto. Ora pois então, aqui fica a prova de que oferecer presentes aos namorados nem sempre é tão complicado como julgamos.

Décimo Terceiro Dia- M, de Mãe

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Sei que um dia terei de viver com a dor da tua perda e, sinceramente, preferia partir antes de ti, embora saiba que a natureza não o escreveu assim.
És importante, muito. Ajudas-me a crescer, dia a pós dia, resmungando como se não houvesse amanhã, criticando sem medir as palavras e corrigindo mesmo sabendo que eu não gosto que o faças. Mas ser mãe é mesmo isso, não é verdade? Sabes, ainda hoje sorrio quando insistes em repetir as mesmas frases numa saída à noite ou numa simples ida à praia; quando imagino como seria se eu vestisse as infinitas camadas de roupa (desejadas por ti) naqueles dias frios e cujas temperaturas tu dramatizas (pois para ti, todos os dias são feitos de termómetros com números negativos); quando vejo o teu rosto de preocupação resultante de gestos que são tão normais no meu pensamento.
Embora não o digas, sei que deixaste para trás uma mão cheia de sonhos por concretizar, para que pudesses criar a tua própria família, e talvez por isso o que mais admiro em ti seja …

Momentos em que me sinto feliz (ironicamente falando)

Noite de Sábado que se preze é passada em casa, por entre exercícios de Matemática que se querem feitos.
Como eu adoro isto!

Influências televisivas

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Estão a ver este senhor?


Pois bem, como devem saber, tem-se pelo nome de João Ricardo e encarna a personagem Manuel Coutinho em Laços de sangue. Agora, pensem lá bem e vejam se se recordam do riso dele na novela. Pois, muito estúpido, não é? Ora, nos dias que correm tenho uma miniatura de gente, a quem chamam de meu irmão, a imitá-lo como se isso fosse a coisa mais agradável do mundo! É só para dizer que já estive mais longe de ser violenta!

Pessoas deveras amistosas

Cá em casa as coisas funcionam de uma forma bem simples e óbvia: o meu irmão faz-me os favores e eu pago-lhe em pastilhas-elásticas quando não tenho nenhum factor suficientemente forte e ameaçador que possa usar contra ele. Isto, até ao dia em que eu virar caloteira, algo que já terei acontecido se ele não me fosse tão útil!


Já não se fazem irmãos como antigamente!

Momentos em que me babo (hiperbolicamente falando)

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O (a) Ásia (corvo de sexo desconhecido até ao momento, cujo nome foi sugerido pelo Zen para o caso de ser fêmea, mas com o qual ele foi nomeado à mesma) começou a ladrar! Possivelmente, tal facto dever-se-á às influências dos animais que por cá farejam a espécie canina. Contudo, sinto-me uma dona babada! Oh yeah!

Como eu admiro isto!

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A minha mãe é uma senhora extremamente amorosa, claramente divertida, exageradamente preocupada e obviamente dedicada. Talvez sejam estes os motivos pelos quais eu gosto de a ajudar, mesmo que isso implique os caminhos inerentes à agricultura no quintal. Contudo, não é por este facto que estou aqui!

Hoje vou falar-vos do amor. Oh, o amor! Aquele lindo sentimento que nos deixa com borboletas inquietantes na barriga, que nos faz acreditar em coisas improváveis, que nos vira o mundo de pernas para o ar e que nos oferece todo um conjunto de emoções capaz de transformar a nossa vida numa não só mais feliz, mas também mais confusa.

Admiro muito aquelas pessoas que se conseguem manter casadas e amar o(a) companheiro(a) durante anos e anos. Para dizer a verdade, até acho isso bonito! Querem ver como eu tenho razão? Ora então, foquemo-nos na minha mãe e no meu pai, tendo em conta esta maravilhosa conversa entre mim e a matriarca da casa, num agradável dia em que o sol nos iluminava no jardim:

Eu:…

Não há nada melhor que...

…acordar e ouvir a minha mãe cantar juntamente com o Tony Carreira. E não, não estou a ser irónica. Simplesmente gosto do facto porque:
1º- Enquanto canta não está a embirrar comigo.
2º- Até tem uma voz afinadinha.
3º- Não sei como, mas também eu já me diverti num concerto dele (influências da companhia, era impossível estar calada e serena), e por isso a compreendo.
4º- Se está a cantar é porque está feliz.


Ela que não ouse ler isto...

Limpezas, arrumações e seus inconvenientes

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Isto não é uma coisa bonita de se dizer, mas se não for defeito haverá de ser feitio.
Nesta altura do ano, são muito comuns as limpezas gerais de que as mães tanto gostam. A camisa que não serve vai para os contentores da roupa; as calças que estão rotas vão para o lixo; a gravata que está fora de moda vai para o baú dos disfarces. E penso que já puderam ter uma ideia do que isto é. Contudo, actividades do género não se dão muito bem comigo. Não é que não goste de fazer limpezas e arrumações, pois até se fazem bem. O pior é que tenho uma elevada dificuldade em me separar de certos e determinados objectos. Em consonância, se esta característica apenas fosse mantida com o vestuário, estaria eu muito mais descansada.
Cada peça de roupa que guardo no armário carrega consigo demasiadas recordações. Cada bilhete, cada carta e cada postal fechados numa caixa trazem-me à memória inúmeros sentimentos. Cada brinquedo que ficou da minha infância revela-me uma história. E é assim que eu me dou cont…

Um dia...

... a minha mãe vai entender porque passo tanto tempo em frente do computador. Embora já lhe tenha explicado demasiadas vezes e ela continue a questionar-me, ainda acredito neste milagre.

Dizem eles que é o "regresso às aulas"

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Por esta altura do ano, é mais que comum o facto das palavras “regresso às aulas” pertencerem ao slogan de qualquer tipo de campanha publicitária. Mesmo que o produto de nada sirva para o efeito, aqui está a desculpa ideal para incentivar o consumidor a comprar isto ou aquilo.
Começam também as risadas de entusiasmo entre as crianças, as lágrimas de alegria pelo material novo e a contagem decrescente para o primeiro dia de aulas. E eu que o diga que tenho de ouvir o meu irmão com comentários do género: “e se depois os livros esgotam?”, ou “não quero o caderno do Ruca, quero o do Homem Aranha”, ou ainda “este ano os meus trabalhos vão ser mais difíceis, achas que preciso de uma máquina de calcular?” (isto tendo em conta que vai para o 2º ano e tem que exercitar o raciocínio, não o uso deste tipo de aparelhos).
No meio de tantos alaridos, festas e quantias ganhas pelas diversas indústrias, eu pergunto: onde está a magia do regresso às aulas que eu sentia há alguns anos atrás? Pois bem, go…

Anda uma pessoa a criar animais de estimação para isto...

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Cá em casa os animais não têm muita sorte. Primeiro, foi o Bebé (pois bem, este é o nome do meu gato) que entrou em conflito com outros da sua espécie e perdeu metade do nariz em combate. Agora, foi o corvo (sem nome, pois é recém-chegado) que decidiu colocar a pata na rede para “apanhar ar” e acabou por parti-la. Nos próximos dias estará de repouso, com uma tábua no membro e engessado. A ver vamos se o resto dos animais não decide encarnar os papéis de heróis da vida real.


P.S.- Pena que nem todos os animais se mantêm tão fofinhos como o da imagem.

Algum dia isto tinha de acontecer

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Um dia destes, o meu irmão perguntou-me se os holandeses moravam em Marte. Pouco tempo depois, lembrou-se de me questionar sobre o significado da virgindade. Se ele me pergunta como se fazem os bebés, estou feita!

Oh Deus, ele está mesmo a crescer. Os tempos das fraldas estão cada vez mais longínquos.